Apesar da classificação para a Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira encerrou as Eliminatórias Sul-Americanas com a sua pior campanha da história, terminando na quinta colocação da tabela. A derrota por 1 a 0 para a Bolívia na noite desta terça-feira, na altitude de El Alto, selou o desfecho de uma jornada turbulenta, marcada por um desempenho abaixo do esperado e quebra de marcas históricas.
Com 28 pontos em 18 jogos, a equipe comandada por Carlo Ancelotti registrou oito vitórias, quatro empates e seis derrotas. Um aproveitamento de apenas 51%, que supera negativamente a campanha de 2002, quando o Brasil se classificou em terceiro lugar com 30 pontos e as mesmas seis derrotas.
A instabilidade da equipe se refletiu em campo. Além da quinta posição, a campanha atual ficou marcada por uma série de recordes negativos, como a primeira derrota da Seleção como mandante em toda a história das Eliminatórias, com o revés de 1 a 0 para a Argentina no Maracanã, em novembro de 2023.
A ampliação da Copa do Mundo de 32 para 48 seleções foi a salvação para a Seleção. No antigo formato, a América do Sul classificava apenas quatro equipes diretamente, e o quinto colocado precisaria disputar uma repescagem intercontinental para garantir sua vaga no Mundial. Com a quinta posição, o Brasil estaria, hoje, em uma situação de extremo risco e incerteza.
O desempenho da Seleção nas Eliminatórias acende um sinal de alerta para o trabalho de Carlo Ancelotti. A equipe, que já teve em seu comando Fernando Diniz e Dorival Júnior ao longo do ciclo, precisa de uma reformulação urgente para chegar competitiva ao Mundial de 2026. A torcida brasileira espera que a equipe se reorganize para mostrar um futebol que condiz com a tradição do país.

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