O futebol mundial perdeu um de seus defensores mais icônicos nesta sexta-feira (31). O ex-zagueiro Franco Baresi, ídolo supremo do Milan e da seleção italiana, faleceu aos 66 anos na comuna de Rozzano, na Itália. O ex-atleta enfrentava problemas de saúde desde 2025, período em que passou por procedimentos médicos e imunoterapias após a remoção de um nódulo no pulmão. A causa oficial do falecimento não foi divulgada pela família.
Reconhecido como um dos raros jogadores a atuar por apenas um clube ao longo de toda a carreira, Baresi defendeu a camisa do Milan de maneira ininterrupta por duas décadas, acumulando 719 partidas oficiais, 33 gols e 18 títulos conquistados. Titular absoluto da equipe milanista a partir dos 18 anos, o defensor capitaneou o clube em diferentes momentos de sua história, desde o rebaixamento no início da década de 1980 até a fase de soberania no futebol europeu.
Sob a liderança de Baresi, a defesa do Milan tornou-se referência tática internacional. O zagueiro foi protagonista na conquista de seis títulos do Campeonato Italiano e de três edições da Liga dos Campeões da Europa, além de erguer duas taças do Mundial de Clubes. Mesmo sem ter uma estatura elevada para a posição, destacou-se pela precisão nos desarmes, excelente leitura de jogo, qualidade no passe e eficiência nas cobranças de pênalti. O atleta encerrou sua trajetória nos gramados ao término da temporada 1996/1997.
Pela seleção italiana, o defensor construiu um histórico de grande relevância ao longo de 81 partidas. Integrante do elenco campeão da Copa do Mundo de 1982, Baresi assumiu a braçadeira de capitão e o protagonismo da Azzurra nos Mundiais de 1990 e 1994. Na final disputada em solo norte-americano contra o Brasil, o zagueiro atuou no sacrifício devido a uma lesão no joelho e liderou o sistema defensivo que segurou o placar zerado no tempo regulamentar e na prorrogação.
Após a aposentadoria, Franco Baresi permaneceu vinculado ao futebol atuando na formação de atletas das categorias de base do próprio Milan entre 2002 e 2006, além de exercer funções embaixadoras do clube. O ex-capitão deixa a esposa, Maura Lari, e os filhos Edoardo e Gianandrea, consolidando um legado eterno na história do esporte internacional.

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