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Quinta-feira, 24 de Setembro 2026
Piu lidera dia de ouros do atletismo brasileiro em Santa Fé
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Piu lidera dia de ouros do atletismo brasileiro em Santa Fé

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O atletismo brasileiro teve um dia de protagonismo nos Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026. E ninguém melhor para comprovar do que Alison dos Santos. O recordista mundial dos 400m com barreiras venceu os 400m rasos nesta quarta-feira, 23, com 44s61. E ainda pode testemunhar de perto, dois ouros brasileiros em provas com barreiras: Vitória Sena e Rafael Pereira foram ouro nos 100m e 110m, respectivamente, em um dia de frio e vento na cidade argentina.

Na prova mais aguardada da noite, Piu assumiu a liderança desde os primeiros metros e foi aumentando a vantagem até cruzar a linha de chegada em 44s61. O tempo também estabeleceu um novo recorde dos Jogos Sul-americanos. O venezuelano Javier Gomez ficou com a prata, em 45s48, e o chileno Martín Kouyoumdjian levou o bronze, com 45s99.

A vitória encerrou uma temporada que Alison classifica como especial, com resultados importantes tanto nos 400m rasos quanto nos 400m com barreiras. “Esse ano foi maravilhoso. A gente fez boas competições tanto no raso quanto na barreira. Trabalhamos no recorde mundial, conseguimos construir uma temporada incrível e era uma boa oportunidade terminar a temporada aqui nos Jogos Sul-americanos correndo com 400 metros rasos e revezamento”, contou Piu.

O objetivo, porém, vai além dos resultados individuais. “Não estou correndo só pelo meu resultado, minha marca pessoal, mas quero ajudar o Brasil a ganhar o campeonato por equipes, o quadro de medalhas”, completou.

E o campeão dos 400m rasos aproveitou para destacar uma geração que vem fazendo das barreiras uma das forças do atletismo brasileiro. “Ah, maravilhoso! A gente está provando que Brasil é uma potência, estamos muito fortes. E melhor ainda na barreira. Eu que tenho recorde mundial, Rafael, Eduardo, Matheus, o Pantera Negra (Thiago Resende) também. Tem vários atletas aí agora competindo muito bem com barreira e mostrando que a gente não está de brincadeira.”

Pouco antes da sua prova, os resultados lhe davam razão. Nas provas de velocidade com barreiras, Vitória Sena e Rafael Pereira colocaram o Brasil no topo do pódio. Vitória foi além. Em sua primeira participação nos Jogos Sul-americanos, foi ouro no 100m com barreiras feminino com 13.05 e estabeleceu o novo recorde da competição. A marca chega pouco depois de a brasileira ter quebrado o recorde nacional da prova no Troféu Brasil.

“Foi muito gratificante, estou muito feliz em ganhar. Minha primeira vez nos Jogos Sul-americanos e saí com uma vitória e com esse recorde! É a consequência do meu treino”, comemorou Vitória.

A brasileira ainda precisou lidar com as condições difíceis da pista. Mesmo satisfeita com o resultado, sabe que há espaço para avançar. “Poderia ser um pouquinho melhor, mas dei tudo que tinha na pista de acordo com as condições. Agora é me preparar ainda mais para as próximas temporadas, para esse fim do ciclo. E chegar em Los Angeles com os melhores resultados para ver o que a gente consegue fazer.” Ketiley Batista completou a dobradinha brasileira, com 13.31, enquanto a argentina Helen Bernard ficou com o bronze.

No 110m com barreira masculino, Rafael Pereira confirmou o domínio brasileiro nas barreiras. Ele marcou 13.52, à frente do chileno Martín Saenz, prata com 13.81, e de Thiago Resende, o Pantera Negra citado por Piu, bronze com 13.89. “Esta vitória é muito importante, principalmente mirando o próximo ano. Esta medalha garantiu vaga para os Jogos Pan-americanos. Esta competição vale pontos preciosos na corrida do Mundial, que também é uma corrida olímpica. Então, a vitória de hoje representa muitas coisas para o futuro”, afirmou Rafael.

Se o frio foi um desafio, o vento tornou a tarefa ainda mais complicada para os barreiristas. Em uma prova em que velocidade e ritmo precisam caminhar juntos, qualquer mudança pode alterar a relação do atleta com a próxima barreira.

“Barreira, cara, mesmo que o vento seja a favor, atrapalha. Porque se o vento for a favor, chegamos muito perto da barreira. Se for contra, a barreira fica longe. É uma prova de velocidade rítmica. Por isso, o vento atrapalha bastante”, explicou Rafael.

No salto triplo feminino, outro ouro com Gabriele dos Santos, que superou um início de prova titubeante. Ela venceu com 13.57. A prova contou com uma dobradinha brasileira, já que Regiclecia Cândido ficou com a prata, com 13.16. A boliviana Valeria Quispe completou o pódio, com 12.74.

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