O presidente da Fifa, Gianni Infantino, visitou o Centro de Operações do Torneio (TOC), localizado em Miami, para acompanhar de perto o trabalho das equipes responsáveis por coordenar a complexa estrutura logística da Copa do Mundo de 2026. Faltando poucos dias para a partida de abertura, agendada para 11 de junho, Infantino elogiou os esforços em andamento e classificou a unidade de alta tecnologia como um pilar fundamental para garantir o sucesso e a segurança de todo o evento.
De acordo com o diretor de operações do torneio, Heimo Schirgi, o centro funciona como o coração e o cérebro de toda a Copa do Mundo. A execução do campeonato é altamente descentralizada, envolvendo 16 cidades-sede espalhadas por três países, mais de 500 locais oficiais e uma força de trabalho de 5 mil profissionais. Toda essa engrenagem exige uma gestão centralizada para manter a consistência dos serviços, assegurando que as seleções tenham exatamente a mesma experiência de transporte, controle de acesso e hospedagem ao mudarem de sede.
O monitoramento unificado é vital para conter o efeito dominó gerado por imprevistos comuns, como atrasos de voos ou suspensões de partidas por condições climáticas, que impactam diretamente os horários de treinos e translados terrestres. Em parceria com a Lenovo, a Fifa desenvolveu o "Tournament Cockpit", uma plataforma digital integrada que reúne bancos de dados de todas as áreas funcionais em uma interface única, acessível tanto por telefones celulares quanto por telas gigantes instaladas no centro de comando.
Schirgi ressaltou que a principal vantagem da estrutura física em Miami é reunir os principais tomadores de decisão em um único espaço, acelerando respostas em situações de crise. Embora evite falar em sucesso antecipado por superstição, o diretor reforçou que o objetivo central é garantir uma operação integrada e fluida.

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