A Prefeitura de Santo André oficializou, nesta quarta-feira (18), a atualização de seu Plano Diretor de Drenagem Urbana, instrumento estratégico que não era renovado integralmente desde a década de 1990. O novo documento norteará a gestão das águas pluviais para mitigar inundações e alagamentos, integrando-se a um pacote de investimentos que totaliza R$ 210,5 milhões em obras e tecnologias previstas até o final de 2026. A assinatura da ordem de serviço ocorreu na Vila Pires, junto às obras de um dos sete microrreservatórios em construção na bacia do Córrego Guarará.
O plano será elaborado por uma empresa especializada ao longo de 12 meses, com um custo de R$ 2,3 milhões. O objetivo principal é adaptar a infraestrutura da cidade às atuais mudanças climáticas e ao crescimento urbano das últimas décadas. Segundo o prefeito Gilvan Ferreira, o planejamento permitirá que o município direcione recursos de forma mais eficiente para intervenções estruturantes de curto, médio e longo prazo, aumentando a resiliência da malha urbana diante de tempestades severas.
A atualização engloba o diagnóstico completo das bacias hidrográficas e diretrizes para obras e medidas educativas. Secretários municipais destacaram que a iniciativa é fundamental para identificar áreas vulneráveis e integrar o manejo da drenagem aos sistemas de água, esgoto e resíduos sólidos. O projeto complementa ações já executadas, como o Complexo Viário Maurício de Medeiros e a implantação de "canteiros esponja" em praças da Vila Homero Thon e do Centro.
Atualmente, Santo André mantém frentes de trabalho que incluem a ampliação da capacidade de vazão da Estação Elevatória da Vila América e a instalação de 500 bocas de lobo inteligentes. O município também aposta em tecnologia de ponta, utilizando sistemas de inteligência artificial que cruzam dados de estações meteorológicas, fluviômetros e pluviômetros para prever riscos hidrológicos e saturação do solo, agilizando a resposta a possíveis desastres naturais.

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