Nem sempre uma medalha é o único resultado que um atleta pode levar dos Jogos da Juventude CAIXA 2026. Em meio às disputas realizadas em Foz do Iguaçu (PR), profissionais das confederações brasileiras, entre elas a CBB, acompanham os jovens competidores em busca de características que vão além do desempenho imediato, observando aspectos técnicos, físicos e o potencial de desenvolvimento de cada um.
Esse é o trabalho do Programa de Observadores, iniciativa do Comitê Olímpico do Brasil. O objetivo é aproximar as equipes técnicas das confederações de atletas que, muitas vezes, ainda não participam regularmente do calendário nacional de suas modalidades.
“O programa busca trazer profissionais das áreas técnicas das confederações para observar não apenas os atletas que já participam do calendário nacional, mas também aqueles que ainda não foram acompanhados ou nem fazem parte do sistema federativo. A avaliação considera tanto a questão técnica quanto características físicas e o potencial de desenvolvimento”, explicou Arthur Correa, gestor de esporte do COB.
A CBB se fez presente na reta final do Basquete nos Jogos da Juventude CAIXA com o Diretor Técnico de Seleções, Bruno Valentin, além de três treinadores das comissões técnicas das Seleções de Base: Bruno Guidorizzi, Cláudio Lisboa e Marcelo Bandiera. Eles acompanharam de perto os jovens em ação nas três divisões do basquete.
Formação e desenvolvimento esportivo
Em 2026, o Programa de Observadores também ampliou sua atuação com a participação inédita de diretores técnicos das confederações. Ao todo, profissionais de 14 modalidades foram convidados a acompanhar a competição com um olhar mais estratégico sobre a formação de atletas e treinadores.
“Queremos entender como as confederações podem ajudar o evento a melhorar tecnicamente e como os Jogos podem contribuir para desenvolver atletas, treinadores e identificar novos talentos. Cada modalidade tem uma realidade diferente, e buscamos esse alinhamento individualmente”, explicou Arthur.
O trabalho desenvolvido durante os Jogos também pode ter continuidade depois do encerramento das disputas. Segundo Arthur, algumas confederações já utilizam a competição como parte dos processos seletivos para equipes nacionais, enquanto outras realizam estágios de treinamento com atletas identificados durante o evento.
“Algumas modalidades utilizam os Jogos como parte da classificação para seleções nacionais ou para pontuação em rankings. Outras promovem períodos de treinamento com atletas observados aqui. O triatlo e o wrestling, por exemplo, aproveitam bastante essas oportunidades”, destacou.

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