O Cruzeiro, maior campeão da Copa do Brasil, deu mais um passo em direção ao seu sétimo título ao garantir a classificação para as semifinais da competição. Em um clássico mineiro disputado no Mineirão, a equipe celeste voltou a vencer o Atlético-MG por 2 a 0, repetindo o placar da partida de ida e totalizando um agregado de 4 a 0. O confronto marcou a estreia do técnico Jorge Sampaoli no comando do Galo, que não conseguiu reverter a má fase do clube.
O atacante Kaio Jorge foi o grande nome da série, marcando os dois gols da vitória de hoje e totalizando três no placar agregado. Com o resultado, o Cruzeiro chega à sua 12ª semifinal de Copa do Brasil e embolsa uma premiação de R$ 9,9 milhões. O time busca um título que não conquista desde 2018, quando levantou a taça justamente contra o Corinthians, seu adversário na próxima fase. A CBF ainda definirá as datas e os mandos de campo dos jogos.
O momento é de profunda crise no Atlético-MG. Nem mesmo a chegada de Sampaoli foi suficiente para mudar o panorama do clube, que agora concentra suas esperanças na Sul-Americana e em uma melhor colocação no Campeonato Brasileiro para salvar a temporada. A equipe enfrenta problemas financeiros e crises internas, que se refletiram no desempenho em campo.
O Cruzeiro começou a partida de forma avassaladora, abrindo o placar logo aos quatro minutos com Kaio Jorge. O atacante aproveitou um desvio de Fabrício Bruno em uma jogada aérea e mandou a bola para a rede.
O gol cedo deu tranquilidade ao time do técnico Leonardo Jardim, que dominou o meio-campo e neutralizou as principais jogadas ofensivas do Atlético-MG. A equipe alvinegra, por sua vez, teve dificuldades em colocar em prática a filosofia de troca de passes de seu novo treinador, com raras finalizações a gol no primeiro tempo.
No início da segunda etapa, o Cruzeiro novamente ampliou o placar rapidamente. Aos dois minutos, William arriscou de fora da área e Kaio Jorge desviou a bola no caminho, surpreendendo o goleiro Everson.
Com a classificação praticamente assegurada, o clima em campo ficou mais tenso, com discussões e faltas. O Atlético-MG, no desespero, tentou uma pressão final, mas a noite não era do Galo, e o chute de Hulk carimbou o travessão. O Cruzeiro, por sua vez, teve chances de fazer o terceiro com Christian e Sinisterra. A missão do Atlético-MG se tornou impossível quando Arana foi expulso por agredir Matheus Henrique. A partir daí, o Cruzeiro apenas administrou a vantagem até o apito final.

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