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Quarta-feira, 20 de Maio 2026
Dez anos após o ouro no Rio, Martine Grael volta à Baía de Guanabara como capitã no SailGP

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Dez anos após o ouro no Rio, Martine Grael volta à Baía de Guanabara como capitã no SailGP

Vela

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A velejadora Martine Grael, bicampeã olímpica e um dos maiores nomes da vela mundial, destacou o simbolismo de retornar à Baía de Guanabara, palco de algumas das conquistas mais marcantes de sua carreira. O local receberá a etapa brasileira do SailGP, nos dias 11 e 12 de abril, justamente nas águas onde Martine conquistou o ouro olímpico nos Jogos do Rio 2016.

 “Eu gosto muito de velejar aqui na Baía de Guanabara. Sempre foi um lugar muito desafiador. Essas são as águas onde a gente ganhou a Olimpíada e onde vamos velejar agora no SailGP. Mesmo assim, nunca deixa de ser um desafio, porque as condições estão em constante mudança e exigem muita atenção e flexibilidade”, afirmou a atleta. Para Martine, velejar no local é também um retorno afetivo. “É sempre um prazer voltar. Traz muitas memórias e um pouco da sensação de estar em casa.”

 Em 2026 o ouro olímpico que marcou a história do esporte brasileiro completa 10 anos. Ao relembrar aquele momento, Martine ressaltou a sensação única de disputar uma Olimpíada em casa e o impacto do ciclo de preparação realizado no período.

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  “Foi um momento muito especial do esporte brasileiro. Tivemos uma preparação muito forte, fruto do investimento feito no ciclo do Rio, e usamos isso com bastante sabedoria. Treinamos muito aqui e fomos premiadas por isso. Na última regata, eu vibrava com cada manobra porque sabia que era fruto dos nossos treinos”, relembrou.

 

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Foto: Wander Roberto/COB

 A etapa brasileira do SailGP também marca um reencontro simbólico entre Martine Grael e Kahena Kunze, sua parceira nas conquistas olímpicas de 2016 e Tóquio 2020. No entanto, o cenário que consagrou a dupla há uma década agora recebe as atletas em times opostos. Enquanto Martine lidera o time brasileiro, Kahena integra a equipe da Dinamarca, levando sua experiência olímpica para um novo ciclo internacional. 

 Além do legado olímpico, Martine vive um novo capítulo em sua trajetória ao se tornar a primeira mulher a liderar uma equipe no SailGP, que é a principal liga de vela de alta performance do mundo. Capitã e timoneira do Mubadala Brazil SailGP Team, ela é a única mulher a exercer essa função entre as 13 equipes participantes do circuito. 

 “Timonear um barco desse porte é uma responsabilidade grande. Espero que, no futuro, outras mulheres também possam ocupar esse espaço. O esporte é renovado o tempo todo, e é importante que quem venha depois vá além do que fizemos”, destacou.

 Sobre a SailGP

Criado em 2019, o SailGP é um circuito global de vela disputado por equipes nacionais a bordo de catamarãs F50, embarcações de alta tecnologia que podem ultrapassar os 100 km/h graças ao uso de hidrofoils. Conhecido como a “Fórmula 1 dos mares”, o campeonato combina regatas curtas, barcos extremamente rápidos e grande proximidade entre os competidores, o que torna as disputas intensas e emocionantes.

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