A única premiação individual de primeira grandeza que escapou do domínio da campeã Espanha ficou com o atacante Kylian Mbappé. Mesmo com a seleção da França sendo derrotada pela Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar, o camisa dez francês marcou dois gols no confronto, alcançou a marca de dez tentos na competição e assegurou a Chuteira de Ouro da Copa do Mundo de 2026. O feito representa a segunda conquista consecutiva do prêmio pelo atacante, que já havia sido o artilheiro do Mundial do Catar, em 2022, ao anotar oito gols, feito inédito na história do torneio.
Aos 27 anos e em sua terceira participação no torneio da Fifa, Mbappé consolidou-se como o maior artilheiro de todos os tempos em Copas do Mundo. O atacante soma agora 22 gols em 22 partidas disputadas na competição, divididos entre quatro tentos na Rússia em 2018, oito no Catar em 2022 e dez nos Estados Unidos, México e Canadá em 2026. Com esses números, o jogador francês ultrapassou o argentino Lionel Messi, que encerrou sua trajetória na competição com 21 gols, estabelecendo um recorde histórico em um ritmo produtivo que projeta a ampliação da marca nas futuras edições do torneio.
A trajetória de Mbappé nesta edição serviu para ilustrar o grande contraste do futebol internacional em 2026. Enquanto o astro francês terminou a competição como o símbolo máximo da capacidade de decisão e do rendimento individual, a Espanha ergueu o troféu baseando-se na força do seu coletivo. O artilheiro da França ficou com os gols e os recordes numéricos, enquanto os espanhóis dividiram os prêmios de melhor jogador para Rodri, melhor goleiro para Unai Simón e melhor jovem para Pau Cubarsí, ratificando a supremacia do trabalho de equipe sobre os lampejos individuais na decisão do título.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se