Apesar de ter comandado a pior campanha da seleção brasileira em uma Copa do Mundo nos últimos 36 anos, o técnico italiano Carlo Ancelotti permanece no topo do ranking dos treinadores mais bem pagos entre todas as seleções do planeta. O comandante da equipe verde-amarela supera com folga os salários dos dois técnicos finalistas da edição de 2026 do torneio internacional.
Contratado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em maio de 2025 para suceder Dorival Júnior, Ancelotti recebia cerca de 11 milhões de dólares anuais quando ainda dirigi equipes de clube. Após estender seu contrato com a entidade brasileira até o encerramento do ciclo do Mundial de 2030 — renovação firmada antes mesmo da realização da Copa —, o italiano garantiu vencimentos fixados na casa dos 9,5 milhões de euros por ano, montante equivalente a aproximadamente R$ 55,8 milhões na cotação atual.
O patamar financeiro do treinador do Brasil coloca-o muito à frente de outros nomes de peso que assumiram seleções recentemente. O alemão Jürgen Klopp, contratado para comandar a seleção de seu país natal, ocupa a segunda posição da lista com um faturamento anual superior a 7 milhões de euros (cerca de R$ 41 milhões), valor mensal que representa pouco mais da metade do salário de Ancelotti.
Outras seleções europeias de ponta apresentam folhas de pagamento mais modestas para o comando técnico. Na seleção francesa, Zinedine Zidane assumiu o cargo com vencimentos anuais estipulados em 3,6 milhões de euros (R$ 21 milhões). Em Portugal, o técnico Jorge Jesus assinou contrato para receber menos de 4 milhões de euros por ano (R$ 23 milhões).
A discrepância salarial torna-se ainda mais evidente ao comparar o investimento da CBF com o dos treinadores que disputaram a final do Mundial de 2026. Lionel Scaloni, campeão em 2022 e vice-campeão nesta edição com a Argentina, figura na nona posição do ranking global ao receber cerca de 2,5 milhões de dólares anuais (R$ 12,8 milhões). Já o espanhol Luis de la Fuente, técnico campeão do mundo em 2026 pela Espanha, ganha aproximadamente 2 milhões de euros por ano (R$ 11,7 milhões), rendimento quase cinco vezes menor do que o valor pago pela federação brasileira ao treinador italiano.
CONFIRA OS RANKINGS DE TÉCNICOS MAIS BEM PAGOS
1- Carlo Ancelotti (Brasil) – 9,5 milhões de euros/ano (R$ 55,8 milhões)
2- Jurgen Klopp (Alemanha) – 7 milhões de euros/ano (R$ 41 milhões)
3 – Thomas Tuchel (Inglaterra) – 5,9 milhões de euros/ano (R$ 34,5 milhões)
4 – Mauricio Pochettino (Estados Unidos) – 6 milhões de dólares/ano (R$ 30,8 milhões)
5 – Fabio Cannavaro (Uzbequistão) – 4 milhões de euros/ano (R$ 23 milhões)
6 – Jorge Jesus (Portugal) – 4 milhões de euros/ano (R$ 23 milhões)
7 – Zinédine Zidane (França) – 3,6 milhões de euros/ano (R$ 21 milhões)
8 – Gustavo Alfaro (Paraguai) – 2,5 milhões de euros/ano (R$ 14,7 milhões)
9 – Lionel Scaloni (Argentina) – 2,3 milhões de euros/ano (R$ 13,5 milhões)
10 – Rafael Márquez (México) – 2,5 milhões de dólares/ano (R$ 12,8 milhões

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