Os integrantes dos revezamentos 4x100 m masculino e 4x400 m feminino – e seus treinadores –, que competirão no Campeonato Mundial de Revezamentos de Gaborone, Botswana, dias 2 e 3 de maio, participaram de Camping de Treinamento no Centro Olímpico de São Paulo (COTP), de domingo a quarta-feira (19 a 22/4). A maioria dos atletas disputa o 5º Troféu Adhemar Ferreira da Silva Loterias Caixa de Atletismo, a partir desta sexta-feira (24/4) e até domingo (26/4), em Bragança Paulista (SP), antes da viagem para a África, na segunda-feira (27/4).
O grupo do 4x400 m masculino, que fez um período de treinamento em Clermont, na Flórida (EUA), sob o comando do técnico Sanderlei Parrela, já retornou e também viaja do Brasil para o Mundial. O velocista Gabriel Garcia, do 4x100 m, que participa de um Grand Prix Paralímpico, seguirá do Marrocos para Gaborone.
Carlos Alberto Cavalheiro, do Comitê Olímpico do Brasil (COB), é o coordenador do programa e o técnico Felipe de Siqueira o treinador-chefe dos revezamentos. O objetivo da parceria com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) é a preparação das equipes de revezamentos para os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.
O programa também tem a participação de profissionais especializados em medicina, fisioterapia, massoterapia, biomecânica e psicologia.
Darci Ferreira, técnico do SESI-SP, dos velocistas Erik Cardoso e Felipe Bardi, e do 4x100 m masculino no Mundial de Gaborone, disse que foi um camping curto, mas intenso. "Foi positivo o trabalho realizado e os objetivos alcançados. O grupo está confiante e contente por representar o Brasil. O objetivo principal em Gaborone é assegurar a vaga do Brasil para o Mundial de Atletismo de Pequim-2027", afirmou Darci, que considerou positiva a interação entre os atletas e o integrantes das comissões técnica e multidisciplinar.
O treinador Pablo Ramon Domingos, que atuou com as atletas do 4x400 m feminino, disse que o Camping "foi bom para que todos pudessem conversar, compartilhar ideias, já que a passagem do bastão não conta tanto no 4x400 m". Pablo disse que as atletas estão em boa forma e que o ambiente é de troca. "É um grupo unido e a vantagem é que temos dez anos de diferença de idade entre elas, o que significa que esse é um trabalho a médio e longo prazos", disse Pablo. O objetivo no Mundial é trabalhar para ficar entre as 12 primeiras equipes.
O programa visa a Los Angeles-2028 - Carlos Alberto Cavalheiro, coordenador do Programa de preparação dos revezamentos, observou que o modelo deu certo quando foi aplicado pelo COB e CBAt com o Brasil campeão mundial no Japão, em Yokohama-2019, no 4x100 m. "O programa foi retomado e esses campings foram o primeiro contato entre os integrantes dos revezamentos. No 4x100 m investimos na passagem do bastão. O importante é que o programa começou e a ideia é criar uma metodologia para que também atletas de categorias menores sejam trabalhados."
No 4x100 m estão trabalhando no momento três atletas que atuaram na conquista de 2019 – Vitor Hugo Mourão, Jorge Vides e Paulo André Camilo de Oliveira – mais os dois atletas que têm marcas sub-10 segundos no Brasil – Erik Cardoso (recordista brasileiro e sul-americano dos 100 m, com 9.93, em 31/7/2025, em São Paulo) e Felipe Bardi (9.96) –, mais Gabriel Garcia, ouro paralímpico como guia de Jerusa Geber em Paris-2024. "É um grupo com muito potencial e precisa do tempo necessário para trabalhar", acredita Cavalheiro. "Vamos dar as condições para isso", completa. Avalia que a equipe está bem, mas teve pouco tempo de trabalho para o Mundial de Revezamentos de Botswana. "O importante é essa simbiose entre as comissões técnica e multidisciplinar."

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