A seleção do Senegal reafirmou a sua hegemonia no futebol continental ao conquistar, este domingo (18), o seu segundo título da Taça das Nações Africanas (CAN). Num duelo marcado por tensão extrema e decisões de arbitragem contestadas, os senegaleses bateram Marrocos por 1-0, no Estádio Prince Moulay Abdellah, com um golo decisivo no prolongamento.
O momento que definiu o rumo da final ocorreu nos descontos do tempo regulamentar. Após um contacto na área entre Diouf e Brahim Díaz, o VAR assinalou um penálti controverso a favor de Marrocos. Em protesto, a equipa do Senegal chegou a abandonar momentaneamente o relvado, regressando apenas após a intervenção do capitão Sadio Mané. Na cobrança, porém, Brahim Díaz rematou fraco, permitindo a defesa fácil de Edouard Mendy e levando a decisão para o tempo extra.
O castigo marroquino surgiu logo aos quatro minutos da primeira parte do prolongamento. Pape Gueye, assistido por Gana Gueye, desferiu um remate potente de fora da área que bateu o guarda-redes Bono, silenciando as bancadas em Rabat. Apesar da pressão final de Marrocos, que chegou a enviar uma bola ao poste por Aguerd, a solidez defensiva senegalesa garantiu a manutenção do resultado.
Com este triunfo, o Senegal consolida o estatuto de potência africana, somando o segundo título em três finais disputadas desde 2019. Para Marrocos, a derrota prolonga um jejum de conquistas na CAN que dura desde 1976. A equipa de Pepe Thiaw volta a pintar o continente com as cores verde, amarela e vermelha, confirmando o sucesso de uma geração que domina o futebol africano na presente década.

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