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Surf Brasil PRO já tem oito classificadas para as oitavas de final em Ubatuba
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Surf Brasil PRO já tem oito classificadas para as oitavas de final em Ubatuba

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O Surf Brasil PRO Ubatuba já tem oito classificadas para as oitavas de final da terceira etapa do Campeonato Brasileiro Profissional no litoral norte de São Paulo. As líderes do ranking, Juliana dos Santos e Tainá Hinckel, estrearam com vitórias na segunda-feira de boas ondas na Reserva Nacional de Surf da Praia de Itamambuca. E três surfistas da novíssima geração, Maeva Guastalla de 16 anos, Carol Bastides de 15 e Julia Stefani de 14 anos, também já estão entre as 16 melhores. No masculino, Krystian Kymerson conseguiu a primeira nota excelente na rodada que definiu os 24 surfistas que enfrentarão os tops do ranking. Essa batalha vai abrir a terça-feira, ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no YouTube e pelos canais Woohoo Surf na TV fechada e XSports na TV aberta.

A cearense Juliana dos Santos pode até confirmar o seu segundo título brasileiro por antecipação no Surf Brasil PRO Ubatuba. Ela foi finalista nas duas primeiras etapas realizadas no Nordeste. Juju começou o ano com vitória em casa na Praia da Taíba, em São Gonçalo do Amarante, derrotando a paraibana Analu Silva. E foi vice-campeã na Praia do Borete, em Porto de Galinhas, Ipojuca, Pernambuco, perdendo a final para a catarinense Tainá Hinckel. As duas já tem um título brasileiro e tentam o bicampeonato esse ano. Se a temporada começou na casa da Juliana, a última etapa será na casa da Tainá, a Reserva Mundial de Surf da Guarda do Embaú, de 21 a 29 de novembro em Palhoça, Santa Catarina.

“Muito feliz de estar aqui em Itamambuca mais uma vez, disputando o título da etapa e do circuito e grata a Deus pela oportunidade de ter feito uma bateria relativamente bem”, disse Juliana dos Santos. “Eu não peguei as melhores ondas pra fazer boas notas, mas consegui soltar um pouco do meu surf e quero ter mais oportunidades de fazer melhor. Agora vem as oitavas e é continuar com o pé no chão. O objetivo é se posicionar bem pra pegar as melhores ondas nas baterias e, se Deus quiser, estar em outra final disputando mais um título brasileiro. Vamo pra cima, com foco, fé, força de vontade e Deus na frente sempre”.

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 Juliana dos Santos foi vice-campeã brasileira quando Tainá Hinckel conquistou o título em 2023. A cearense foi a campeã em 2024, vice de novo em 2025 e agora está na briga mais uma vez. Juju estreou na quinta bateria do evento principal do Surf Brasil PRO Ubatuba, derrotando a potiguar Maria Clara e a ubatubense Kiany Cristina por 8,80 pontos. Tainá já tinha vencido o confronto anterior com a melhor apresentação feminina da segunda-feira na Praia de Itamambuca, que valeu nota 7,33.  A catarinense mandou a paulista Kemily Sampaio e Paloma Olivero, de Búzios (RJ), para a repescagem.

     “Foi uma bateria superdisputada do início até o fim. As condições estão um pouco desafiadoras, mas deu pra achar uma onda boa pra passar essa bateria em primeiro. Estou feliz de ter passado e bora com tudo pra próxima. Amanhã é um novo dia e vamo que vamo”, disse Tainá Hinckel, que veio direto da África do Sul, onde disputou a primeira etapa do Challenger Series, para competir no Surf Brasil PRO Ubatuba. O bicampeão brasileiro Douglas Silva também fez esse esforço para prestigiar o Campeonato Brasileiro e depois logo embarcar em São Paulo no domingo, para o segundo Challenger do ano na Califórnia, EUA.

     “Eu gosto muito de competir o Circuito Brasileiro, que ajuda muito os atletas brasileiros e eu faço questão de competir o Brasileiro, que é muito bom para nós atletas brasileiras”, destacou Tainá Hinckel. “Ter passado essa bateria e estar na disputa do título brasileiro, é muito importante pra mim. Eu fui competir lá na África do Sul e vim direto pra cá. E assim que acabar aqui, eu vou pra Califórnia, então vai ser correria, mas é aquela correria boa. Eu quero só surfar o meu melhor e já tô ansiosa pra próxima bateria”.

     Além das líderes Juliana dos Santos e Tainá Hinckel, únicas que brigam pela ponta do ranking no Surf Brasil PRO Ubatuba, também escaparam da repescagem e passaram direto para as oitavas de final, as igualmente campeãs brasileiras Silvana Lima e Larissa dos Santos, a carioca Mariana Areno e três promessas da nova geração feminina, as paulistas Julia Stefani das trigêmeas do Guarujá de apenas 14 anos, Carol Bastides de 15 anos e Maeva Guastalla de 16 anos. Julia Stefani está estreando no Campeonato Brasileiro Profissional e mandou a campeã brasileira Monik Santos e a também experiente Juliana Meneguel para a repescagem.

     “Essa bateria foi bem difícil, as meninas quebram demais. A Juliana surfo com ela direto lá no Guarujá e estou feliz de competir e mostrar meu surf aqui em Ubatuba”, disse Julia Stefani. “Eu peguei um monte de ondas e tava ali cansada lá no fundo. Aí veio aquela onda que só mandei uma batida e consegui acertar, depois voltei pro fundo e peguei outra, então estou muito feliz de mostrar o meu surf. Quero agradecer a todo mundo que tava me assistindo, que torceu por mim e é isso. Eu não vim muitas vezes pra Ubatuba, mas cada vez que eu venho, é uma surpresa nova e estou muito feliz de vencer essa bateria”.

     Antes da disputa por vagas diretas nas oitavas de final femininas do Surf Brasil PRO Ubatuba, rolou a batalha pelas 24 vagas para enfrentar os Top-22 do ranking e os 2 convidados no evento principal da categoria masculina. Os primeiros a se classificarem foram os campeões brasileiros Krystian Kymerson e Artur Silva, eliminando os paulistas Felipe Oliveira e Luan Carvalho. O capixaba Krystian Kymerson, campeão em 2018 e 2021, massacrou uma direita com três pancadas retas de backside, combinadas com muita pressão e velocidade, para arrancar a primeira nota no critério excelente do julgamento. Os juízes deram 8,50 para a melhor apresentação da semana na Praia de Itamambuca.

     “Estou muito feliz de ter passado essa bateria, que eu sabia que ia ser muito difícil”, disse Krystian Kymerson. “Eu consegui ficar conectado ali, veio aquela direita que eu gosto muito e consegui lincar uma manobra atrás da outra. Estou feliz pelo julgamento também, foi incrível, então é só agradecer. Ubatuba é um lugar que eu me sinto muito bem e espero fazer um bom resultado. Eu to correndo poucos campeonatos esse ano, por falta de patrocínio, mas tento manter a cabeça no lugar, porque uma hora a chave vira de novo e quem sabe a gente volta correr o circuito inteiro. O surf tá no pé, os treinos focadaços em casa também e só tenho que agradecer minha família e minha namorada, que tá sempre torcendo por mim”.

     Entre os surfistas locais de Ubatuba, apenas dois passaram para o evento principal desta terceira etapa do Surf Brasil PRO 2026, Wiggolly Dantas e Daniel Adisaka. Ambos ganharam suas baterias na Praia de Itamambuca, com Daniel Adisaka colecionando outra nota 7,50 na vitória sobre o também paulista Derek Souza, o paraibano Samuel Igo e o catarinense Swell Henrique. Já Wiggolly Dantas fez outra dobradinha paulista com Murillo Coura, contra o cearense bicampeão brasileiro Messias Felix e o pernambucano Davi Batista. O foco do Wiggolly da família de surfistas criada na Praia de Itamambuca, é a vitória que escapou no ano passado, quando foi barrado pelo também paulista Cauã Gonçalves nas semifinais.

     “É muito bom estar surfando em casa. O mar tá um pouco difícil, então é bom conhecer a valinha, o balanço das ondas”, disse Wiggolly Dantas, irmão da bicampeã brasileira de 2009 e 2010, Suelen Naraísa, e do campeão de 2023, Weslley Dantas. “Eu troquei de prancha hoje e peguei uma mais fina, pra tentar ficar mais arisco pra fazer mais notas. Eu vi que o mar tava um pouco difícil, mas é isso, to bem focado porque quero realizar um sonho, que é ganhar uma etapa aqui e colocar um troféu de campeão desse evento lá em casa. Eu to bem focado nisso e vamo que vamo”.

     Nesta terça-feira, estreiam os participantes do Surf Brasil PRO Ubatuba mais bem colocados no ranking das duas etapas que rolaram no Nordeste. O cabeça de chave número 1 é o baiano Bino Lopes, que foi escalado na nona bateria e seus primeiros adversários são o local Wiggolly Dantas e o guarujaense John Muller. O número 2 é o ubatubense Wesley Leite, que comemorou aniversário na segunda-feira e estreia na bateria anterior, contra o catarinense Leo Casal e o paulista Murillo Coura.

     Nessa primeira rodada do evento principal, o vencedor de cada uma das 16 baterias, avança direto para a sexta fase, mas os dois perdedores têm outra chance de classificação na repescagem. O recordista da nota 8,50, Krystian Kymerson, vai abrir essa quarta fase enfrentando o cabeça de chave cearense Rafael Venuto e o catarinense Ryan Martins. Já a principal atração é a estreia do bicampeão brasileiro Douglas Silva, que veio direto do Challenger Series da África do Sul para participar do Surf Brasil PRO Ubatuba. Ele está na 12.a bateria, com o também pernambucano José Cláudio e o paulista Diego Aguiar.

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