O São Paulo encaminhou a venda do jovem Henrique Carmo para o CSKA Moscou, da Rússia, por US$ 6 milhões (cerca de R$ 32,5 milhões). A negociação é a quinta de uma promessa da base de Cotia em 2025, o que eleva a receita total do clube com transferências para R$ 208,3 milhões no ano. Apesar da cifra expressiva, o valor arrecadado fica aquém do que os rivais têm conseguido, como o Palmeiras, que negociou o zagueiro Vitor Reis por R$ 232 milhões e já acumulou R$ 460 milhões com as saídas de Endrick e Estêvão.
A venda de Carmo, que havia renovado seu contrato até 2028, se junta a outras transações recentes do Tricolor. O clube já havia vendido Matheus Alves também para o CSKA por R$ 37,9 milhões, William Gomes para o Porto por R$ 55 milhões, e Lucas Ferreira para o Shakhtar Donetsk por R$ 50,64 milhões. O garoto Angelo, de 16 anos, foi negociado com o Strasbourg, da França, por R$ 32,3 milhões.
Apesar de o montante arrecadado ser bem recebido pela torcida, o São Paulo se vê obrigado a fazer caixa para tentar resolver a crise financeira. Com uma dívida que chegou a R$ 962,2 milhões em 2024, e um déficit de R$ 287 milhões, o clube registrou os piores números de sua história e, pela primeira vez, sofreu um transfer ban por dívidas.
Para equilibrar as contas, o São Paulo conta com as receitas das vendas da base e com o Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), que exige um superávit no exercício de 2025. Para atingir o objetivo de receita de R$ 860 milhões, o clube tem focado em não gastar com reforços, buscando atletas livres no mercado ou por empréstimo. O São Paulo é o único time do Brasileirão que não gastou com contratações até o momento.

Comentários: