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Espanha é bicampeã mundial com domínio coletivo, prêmios individuais e marcas históricas
Copa do Mundo FIFA 2026

Espanha é bicampeã mundial com domínio coletivo, prêmios individuais e marcas históricas

Copa do Mundo

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A seleção da Espanha encerrou a maior Copa do Mundo da história com a conquista do bicampeonato ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, em Nova Jersey. A vitória coroou a fidelidade a um modelo de jogo pautado no controle da posse de bola, na pressão ofensiva e no trabalho coletivo sob o comando do técnico Luis de la Fuente. O sucesso espanhol foi refletido nas premiações individuais concedidas pela Fifa no encerramento do torneio: o volante Rodri foi eleito o melhor jogador e recebeu a Bola de Ouro, o goleiro Unai Simón ficou com a Luva de Ouro e o zagueiro Pau Cubarsí foi escolhido o melhor jogador jovem.

A atuação de Rodri simbolizou a engrenagem tática do campeão mundial. Atuando como o cérebro da equipe, o volante ditou o ritmo das partidas, protegeu o sistema defensivo e estabeleceu o recorde histórico de passes certos em uma única edição de Copa, acumulando 648 acertos antes mesmo da decisão. No setor defensivo, Unai Simón liderou uma estrutura sólida que sofreu apenas um gol em oito jogos na campanha de 2026. O goleiro permaneceu 650 minutos sem ser vazado em partidas do Mundial, somando o desempenho desta edição à anterior, e superou a marca histórica do italiano Walter Zenga, que perdurava desde 1990.

A renovação geracional espanhola manifestou-se na premiação de Pau Cubarsí. Aos 19 anos, o zagueiro atuou com extrema maturidade na linha defensiva, destacando-se na saída de bola e na marcação. Ao lado do atacante Lamine Yamal, Cubarsí fez parte da primeira dupla de atletas adolescentes a ser titular por uma seleção campeã em uma final de Copa do Mundo, posicionando-se também entre os finalistas mais jovens da história do torneio.

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A conquista no MetLife Stadium estabeleceu novos marcos estatísticos para o futebol espanhol. A equipe de Luis de la Fuente atingiu a marca de 38 partidas de invencibilidade, superando o recorde de 37 jogos que pertencia à Itália. Aos 65 anos, De la Fuente tornou-se o treinador mais velho a conquistar a Copa do Mundo. Com o resultado, a Espanha garantiu simultaneamente os títulos mundiais masculino e feminino, além de repetir a dobradinha histórica obtida entre 2008 e 2010 ao sagrar-se campeã da Eurocopa e da Copa do Mundo em sequência.

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