O Partido Liberal (PL) oficializou no último sábado (25) a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República para as eleições de outubro. Realizado na capital paulista, o evento reuniu lideranças políticas, apoiadores e aliados internacionais, consolidando a indicação do parlamentar como o nome escolhido para representar a oposição ao governo do PT.
A convenção ficou marcada pela exibição de uma mensagem gerada por inteligência artificial simulando a voz e o discurso do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente inelegível e impossibilitado de concorrer. No vídeo, o ex-mandatário pediu o apoio dos eleitores ao filho mais velho para dar continuidade ao seu projeto político. Durante seu pronunciamento, Flávio chorou ao assistir também a depoimentos gravados por seus irmãos, Eduardo e Carlos Bolsonaro, além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que enviaram mensagens de apoio à sua pré-candidatura.
A cerimônia contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, que discursou no palco ao lado de Flávio. O líder argentino defendeu o corte de gastos públicos, criticou a esquerda latino-americana e declarou apoio à candidatura do senador. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também enviou um depoimento em vídeo cumprimentando a indicação de Flávio para a disputa presencial.
No plano doméstico, a candidatura recebeu o respaldo do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Lideranças regionais paulistas, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), compareceram ao evento e ressaltaram a importância da união política em torno da chapa do PL para o pleito nacional.
Em seu discurso de posse da candidatura, Flávio Bolsonaro afirmou reconhecer a responsabilidade de carregar o nome da família na disputa eleitoral. O candidato direcionou críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citando a inflação, o aumento da carga tributária e a condução econômica do atual governo como eixos centrais de sua plataforma de oposição para a campanha.

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