Os bastidores do Santos enfrentam uma crise institucional após o atacante Robinho Jr., de 18 anos, protocolar uma notificação extrajudicial contra o clube nesta segunda-feira (5). No documento, o jovem atleta acusa Neymar de agressão física e verbal durante um treinamento realizado no último domingo, no CT Rei Pelé. O episódio teria ocorrido em uma atividade entre reservas, um dia após o empate da equipe contra o Palmeiras.
Segundo o relato da defesa de Robinho Jr., a confusão começou quando Neymar se irritou ao ser driblado pelo jovem e exigiu que ele "maneirasse". A discussão evoluiu para empurra-empurra e, de acordo com a notificação, Neymar teria proferido xingamentos, aplicado uma rasteira e desferido um tapa no rosto do companheiro de elenco. Embora testemunhas afirmem que o veterano pediu desculpas nos vestiários, o estafe do jovem optou pela via jurídica.
Os representantes de Robinho Jr. estabeleceram um prazo de 48 horas para que o Santos adote providências formais. Entre as exigências estão a abertura de uma sindicância interna, a entrega das imagens gravadas durante o treino e uma reunião para discutir a rescisão contratual. A defesa alega que a falta de segurança no ambiente de trabalho configura quebra de confiança e ameaça acionar a Justiça para obter a rescisão indireta do contrato, além de indenizações por danos morais e materiais.
Em resposta oficial, o Santos confirmou que o Departamento Jurídico já iniciou o processo de apuração por determinação da presidência. O clube ratificou a instauração de uma sindicância interna para analisar os fatos e definir as medidas administrativas cabíveis diante do conflito entre os atletas.

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