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Sexta-feira, 29 de Maio 2026
São Caetano reforma modelo de assistência ortopédica e duplica capacidade de consultas

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São Caetano reforma modelo de assistência ortopédica e duplica capacidade de consultas

São Caetano do Sul

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A Prefeitura de São Caetano do Sul formalizou, na manhã desta quinta-feira (28), um novo modelo de assistência ortopédica para a rede municipal de saúde. O novo contrato duplica a capacidade de atendimento eletivo na cidade, saltando de 1.200 para 2.400 consultas mensais com especialistas. A reestruturação também praticamente dobra a oferta de vagas para cirurgias especializadas, que passa de 45 para 85 procedimentos por mês, abrangendo as áreas de ortopedia geral, coluna, joelho, mão, ombro, quadril, pé, tornozelo e pediatria.

A reformulação do serviço visa reduzir de forma expressiva o tempo de espera dos pacientes e qualificar a assistência prestada à população. A medida integra um conjunto de ações estratégicas da pasta, que inclui a reorganização dos fluxos regulatórios, a otimização das agendas com foco na demanda reprimida e a integração entre os diferentes pontos da rede pública. Com o modelo anterior, a fila de espera por um atendimento ortopédico na cidade chegava a dez meses. A expectativa da Secretaria de Saúde é absorver essa demanda represada em cerca de quatro meses, estabelecendo um fluxo contínuo para os novos pacientes inseridos no sistema.

O chefe do Executivo criticou o modelo de gestão do contrato anterior, que custava R$ 100 mil mensais fixos, sendo metade para consultas e a outra metade para a coordenação do serviço, sem condicionar o pagamento à efetiva presença dos médicos. O prefeito ressaltou que a transição para o modelo de pagamento por produtividade (por procedimento realizado) profissionaliza a gestão da saúde pública, traz maior economia para a municipalidade e foca no benefício direto ao cidadão.

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A secretária municipal de Saúde avaliou que o contrato antigo era mal dimensionado e gerava um déficit crônico no atendimento aos usuários. A gestora concluiu que a nova contratação estabelece uma prestação de serviços mais equânime e transparente, remunerando o que for efetivamente executado. O reordenamento é considerado prioritário para o município, cuja demanda por ortopedia é crescente devido ao perfil demográfico local, caracterizado por um grande número de idosos e uma população economicamente ativa.

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