O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (14 de novembro) e abordou temas cruciais sobre a preparação para a Copa do Mundo de 2026, destacando a solidez defensiva, a dupla de meio-campo e a importância do ambiente no elenco.
Ancelotti confirmou que o zagueiro Éder Militão será utilizado na lateral direita para buscar maior segurança defensiva, descrevendo-o como um jogador com "perfil diferente" dos outros laterais. O treinador ressaltou que esta é uma opção que "dá mais solidez ao time atrás" e que pode ser utilizada na Copa do Mundo.
O técnico minimizou a relação direta com os três gols sofridos contra o Japão, afirmando que a equipe avaliou os erros e tenta melhorar.
O comandante italiano elogiou a dupla de meio-campo Casemiro e Bruno Guimarães, classificando-os como "muito importante" e com "boa qualidade". Ele também mencionou a confiança em Fabinho, que está treinando e pode ganhar minutos nos próximos jogos.
Em relação à tática, Ancelotti adiantou que o Brasil manterá o sistema utilizado contra a Coreia do Sul, jogando com duplo pivô. Ele considerou que este sistema é o mais adequado atualmente, devido aos "jogadores muito fortes na frente", mas não descartou outras variações que sejam "mais sólidas atrás".
Ancelotti destacou a parceria entre Vinícius Júnior e Rodrygo no ataque, notando que ambos já estão acostumados a jogar juntos e trocar de posição, uma sinergia desenvolvida no Real Madrid. Ele se disse convencido de que eles podem aportar muito à Seleção.
Um dos pontos centrais foi a gestão do ambiente da equipe. Ancelotti enfatizou a importância de um "ambiente limpo" para que os jogadores possam trabalhar no seu "máximo nível", especialmente visando o Mundial. O técnico também revelou que adota o diálogo constante com os atletas para entender o pensamento deles sobre tática e garantir que se sintam confortáveis nas posições.
Questionado sobre a intensidade da opinião pública brasileira, o técnico afirmou confiar na profissionalidade e seriedade do grupo para blindar as "coisas negativas que entram de fora". Ele elogiou o companheirismo no elenco e a regra de manter o celular fora do vestiário e da sala de comida.
Ancelotti lembrou que a lista final para a Copa só será definida em seis meses, destacando que ainda há "luta entre os jogadores" e que ele terá dúvidas até o último dia, dada a alta qualidade do elenco.
O treinador, que completou 173 dias à frente da Seleção, reiterou que "defender bem é um aspecto fundamental". Ele citou a seleção campeã de 1994, com uma equipe "muito sólida" com duplo pivô e "muito fechado atrás," que contava com Romário e Bebeto para fazer a diferença.
Ancelotti informou que o goleiro Ederson será o titular no jogo de amanhã contra Senegal, que classificou como uma "equipe muito forte", bem organizada, física e que pode ser uma "surpresa" na Copa do Mundo.

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