A FIFA oficializou um aumento nas premiações destinadas às seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2026, torneio que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México. A decisão foi aprovada nesta terça-feira (28), durante reunião do Conselho da entidade realizada em Vancouver, no Canadá, e reflete a perspectiva de receitas recordes para a edição. Com a alteração, o valor destinado ao campeão subiu para 51 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 267 milhões de reais. O vice-campeão receberá 34 milhões de dólares, aproximadamente 170 milhões de reais.
A nova tabela de bonificações também eleva os valores pagos às equipes que se despedirem precocemente do Mundial. As seleções eliminadas entre o 33º e o 48º lugares agora terão direito a 10 milhões de dólares cada. Somado ao repasse de 2,5 milhões de dólares destinado como ajuda de custo para a fase de preparação, o montante total destinado à seleção vencedora pode chegar a 53,5 milhões de dólares, valor próximo a 270 milhões de reais. No total, a FIFA planeja distribuir 871 milhões de dólares — cerca de 4,3 bilhões de reais — em prêmios por desempenho durante a competição.
O reajuste dos valores, inicialmente debatidos em dezembro, no Catar, foi motivado pelo forte desempenho financeiro da organização. De acordo com o último relatório divulgado pela entidade, já foi alcançada 93% da meta de arrecadação de 13 bilhões de dólares prevista para o ciclo de 2023 a 2026. Em 2025, a receita atingiu 2,6 bilhões de dólares, superando em 9% as projeções iniciais. A oficialização dos prêmios ocorre paralelamente ao 76º Congresso da FIFA, também sediado no Canadá. O país anfitrião será palco de 13 partidas da Copa, com o cronograma dividido entre Vancouver, que receberá sete confrontos, e Toronto, responsável por outras seis disputas, consolidando o peso econômico e logístico deste Mundial.

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