Andrea Pirlo está oficialmente descartado da corrida pelo cargo de técnico da seleção italiana. O ex-jogador confirmou nesta segunda-feira ter sido informado pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) de que não figura mais entre os candidatos para assumir a equipe nacional. Em comunicado publicado em suas redes sociais, Pirlo rebateu as intensas críticas enfrentadas nos últimos dias e prestou esclarecimentos sobre as polêmicas que envolveram seu nome durante o processo de escolha.
O ex-atleta explicou que optou pelo silêncio inicial em respeito às instituições envolvidas, mas sentiu o dever de manifestar-se após ser retirado da disputa. O principal ponto de contestação diz respeito a um contrato comercial firmado por Pirlo com uma casa de apostas russa, vínculo estabelecido durante sua passagem pelos Emirados Árabes Unidos. Na Itália, a parceria gerou forte repercussão negativa entre classe política e opinião pública, dado o cenário de sanções e tensões diplomáticas internacionais decorrentes do conflito na Ucrânia.
Em sua defesa, Pirlo rechaçou qualquer associação de sua imagem a posicionamentos políticos, destacando que atua estritamente dentro da legalidade e no cumprimento de seus contratos profissionais. Atualmente no comando do United FC, clube dos Emirados Árabes pertencente ao empresário russo Sergey Lomakin, o treinador lamentou que debates de ordem extraesportiva tenham sobrepujado os critérios técnicos de sua eventual contratação.
Pirlo aproveitou a manifestação para agradecer publicamente aos ex-jogadores Paolo Maldini e Leonardo, que atuaram na articulação de sua candidatura junto à federação. A indicação do técnico vinha sendo avaliada pela direção da FIGC, que já havia sondado nomes como Carlo Ancelotti e recebido a negativa do espanhol Pep Guardiola.
Com o encerramento do processo seletivo, o treinador reiterou que seu compromisso com o futebol prossegue na Ásia e reafirmou seu vínculo afetivo com o país natal, declarando que o sentimento de patriotismo e a ligação com a história do futebol italiano permanecem inalterados, independentemente da ocupação do cargo de selecionador nacional.

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