A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) oficializou o acerto com o técnico Jorge Jesus para assumir o comando da seleção nacional. A definição ocorreu após reunião estratégica entre o presidente da entidade, Pedro Proença, e o advogado do treinador, Luís Miguel Henrique. O anúncio oficial e a assinatura do contrato foram agendados para uma data altamente simbólica para o esporte local: exatamente dez anos depois da histórica conquista da Eurocopa de 2016, o maior título da história do futebol do país.
O treinador de 71 anos, que acumula passagens marcantes e vitoriosas por clubes como Benfica, Sporting, Flamengo e Al-Hilal, firmou um vínculo de quatro anos com a federação portuguesa, válido até o encerramento da Copa do Mundo de 2030. De acordo com informações de bastidores, Jorge Jesus receberá um salário anual estipulado em 4 milhões de euros (aproximadamente R$ 23,5 milhões). O experiente comandante terá a missão imediata de reformular o elenco das "Quinas" e conduzir o país durante todo o novo ciclo de competições internacionais.
Jesus assume a vaga deixada pelo espanhol Roberto Martínez, que teve seu desligamento oficializado logo após a eliminação de Portugal nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, diante da Espanha, pelo placar de 1 a 0. O revés no torneio mundial acelerou a troca de comando técnico pretendida pela diretoria da FPF.
Enquanto a seleção de Portugal inicia uma nova era sob a batuta de Jorge Jesus, o ex-treinador da equipe já atrai o interesse do mercado europeu. De acordo com informações veiculadas pela imprensa britânica, Roberto Martínez figura como um dos principais candidatos para assumir o comando técnico da seleção da Escócia. O cargo na equipe escocesa ficou vago após a demissão do treinador Steve Clarke, que não resistiu aos resultados ruins e acabou dispensado depois da eliminação precoce dos britânicos ainda na fase de grupos do Mundial.

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