O Cruzeiro encerrou um incômodo hiato de seis anos e sagrou-se campeão do Campeonato Mineiro neste domingo ao vencer o Atlético-MG por 1 a 0. A vitória da Raposa impediu o heptacampeonato consecutivo do rival, mas o triunfo esportivo acabou ofuscado por uma briga generalizada que paralisou o gramado por mais de dez minutos durante os acréscimos. O confronto, que exigiu a intervenção da Polícia Militar, expôs o clima de hostilidade entre os jogadores e resultou em um final de partida caótico sob o comando do árbitro Matheus Candançan.
O estopim da violência ocorreu na reta final do jogo, quando o goleiro atleticano Everson e o atacante cruzeirense Christian se chocaram na área alvinegra. Após o choque, Everson empurrou o adversário, provocando uma reação imediata dos jogadores celestes. O volante Lucas Romero escalou o conflito ao atingir o goleiro do Galo com uma voadora, desencadeando um confronto físico entre quase todos os atletas em campo.
A confusão escalou com embates individuais em diversos pontos do gramado. O goleiro Cássio e o zagueiro Lyanco se desentenderam, com o arqueiro cruzeirense desferindo um chute contra o defensor, que posteriormente se envolveu em brigas com Gerson e Christian. No lado atleticano, o atacante Hulk liderou a linha de frente, trocando agressões com Villalba e Lucas Romero. Kaio Jorge, autor do gol do título, também participou ativamente da briga com socos e chutes. O tumulto só foi controlado após a entrada do policiamento, que formou um cordão de isolamento entre as equipes para permitir o apito final.

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