A Fifa rejeitou prontamente a sugestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de incluir a Itália na Copa do Mundo de 2026 caso o Irã desista da competição. Segundo a entidade máxima do futebol mundial, qualquer substituição seguiria estritamente o mérito esportivo e o regulamento vigente, o que beneficiaria uma seleção da mesma confederação — no caso, a asiática — em vez de uma equipe europeia.
A proposta, considerada inviável, não encontrou respaldo nem na própria Fifa nem entre as autoridades italianas. O regulamento da entidade prioriza o princípio da qualificação em campo, invalidando a entrada de um time que não conquistou a vaga nas eliminatórias. Caso houvesse uma desistência iraniana, o caminho natural previsto seria a convocação de uma equipe da própria confederação asiática, como os Emirados Árabes Unidos, e não a inserção de uma seleção eliminada de outro continente.
A ideia também foi duramente rechaçada por representantes do esporte na Itália. Luciano Buonfiglio, presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), classificou a sugestão como ofensiva, reforçando que a participação em um Mundial deve ser conquistada dentro das quatro linhas. O ministro do Esporte e da Juventude, Andrea Abodi, seguiu o mesmo tom, reiterando que a classificação se obtém pelo desempenho esportivo e não por convites administrativos, rejeitando qualquer "atalho" para a competição.
Enquanto a especulação circulou nos bastidores, o governo do Irã reafirmou nesta semana que a seleção nacional mantém o foco total no torneio. A porta-voz Fatemeh Mohejerani garantiu à televisão estatal iraniana que o país está com sua preparação em estágio avançado e pronto para uma participação orgulhosa e bem-sucedida na Copa do Mundo, encerrando qualquer dúvida sobre a intenção de participação da equipe asiática no Mundial.

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