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Sexta-feira, 24 de Abril 2026
Prefeitura de São Caetano inaugura monumento em homenagem aos líderes autonomistas

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Prefeitura de São Caetano inaugura monumento em homenagem aos líderes autonomistas

São Caetano do Sul

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O complexo cultural de São Caetano do Sul, que abrange o espaço expositivo da Secretaria de Cultura, a Pinacoteca, a Casa de Vidro e o CineTeatro Santos Dumont, ganhou mais um atrativo: o Monumento aos Autonomistas. Com 2,20m de altura por 3,60m de largura, o monumento em aço traz gravados numa placa de vidro os nomes dos 95 líderes que se mobilizaram pela emancipação política de São Caetano do Sul.

Idealizado pela Fundação Pró-Memória, com apoio da Secretaria de Cultura, o monumento em homenagem aos líderes do movimento pela autonomia de São Caetano do Sul foi inaugurado nesta quinta-feira, 23 de abril, em uma cerimônia simples, mas carregada de emoção. Do evento participaram descendentes e familiares do grupo de 95 líderes responsáveis pela mobilização que resultou na emancipação do município, em 1948, e o último líder autonomista vivo, Desirée Malateaux Netto, de 96 anos de idade.

O evento contou com a presença do prefeito Tite Campanella, da secretária de Cultura Camila Zanon, da presidente da Fundação Pró-Memória Marisa Catalão e de representantes do Gama, Grupo dos Amigos do Movimento Autonomista.

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No discurso que antecedeu a inauguração do monumento, o prefeito Tite Campanella expressou seu agradecimento aos 95 líderes autonomistas, e se comprometeu a manter viva essa memória. “Sem autonomia, São Caetano não existiria”, destacou o prefeito, citando o slogan que marcou o evento.

Desirée Malateaux, acompanhado de familiares, lembrou como São Caetano mudou desde os tempos em que era ligada ao município de Santo André: “a avenida Goiás era uma rua de uma mão só. Aqui passava charrete. A cidade cresceu muito rápido depois que se emancipou”. “Ele fica deslumbrado com os avanços da modernidade. Antes da emancipação, São Caetano ainda tinha esgoto a céu aberto”, comentou Mariluce de Fátima Malateaux, uma das filhas do sr. Desirée.

Integrante do Gama, o historiador João Mariani, autor de artigos históricos para a Revista Raízes há 23 anos, enfatizou a importância da preservação da memória histórica da cidade para a educação e a cultura. Esse tem sido o papel do Gama desde que foi constituído, em 2013. Participam do grupo não apenas familiares e descendentes diretos dos líderes autonomistas, mas todas as pessoas interessadas em história e memória da cidade.  A historiadora Priscila Perazzo, professora da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e pesquisadora do Centro de Memória, é uma das integrantes mais recentes. “Ingressei no Gama há uns dois anos, motivada pela questão da memória e encontrei um grupo muito comprometido”. Para a historiadora, o tema da autonomia merece ser lembrado e estudado. Se depender da Fundação Pró-Memória, esse importante capítulo da história de São Caetano nunca será esquecido.

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