A FIFA removeu oficialmente os ingressos para as partidas sediadas no BMO Field, em Toronto, de sua plataforma oficial de revenda. A decisão atende à legislação aprovada na última semana pela província de Ontário, que proíbe terminantemente a comercialização de entradas para eventos por valores acima do preço de face. O projeto de lei, intitulado "Putting Fans First Act" (Lei do Torcedor em Primeiro Lugar), estabelece que nenhum indivíduo ou organização pode facilitar ou disponibilizar ingressos no mercado secundário por montantes que excedam o valor original impresso no bilhete.
Até o momento, a FIFA operava seu mercado de troca e revenda permitindo que os portadores de ingressos definissem livremente os preços. Essa prática gerou distorções extremas, com registros de vendedores solicitando quase 11,5 milhões de dólares por um assento de Categoria 3 para a final do torneio. Enquanto os ingressos para as outras 15 sedes da Copa do Mundo de 2026 continuam disponíveis no marketplace global, as seis partidas programadas para Toronto — incluindo a estreia do Canadá contra a Bósnia em 12 de junho — foram suspensas da ferramenta até que o sistema seja adequado às normas locais.
A federação internacional defende seu modelo de mercado secundário afirmando ser uma organização sem fins lucrativos que reinveste a receita no desenvolvimento do futebol global, mas a entidade tem enfrentado duras críticas pelo uso de preços variáveis. Com mais de cinco milhões de bilhetes já comercializados de um total previsto de seis milhões, a FIFA confirmou que os ingressos para Toronto serão relistados em breve, mas desta vez rigorosamente limitados ao valor de face. A Copa do Mundo, sediada conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México, tem início marcado para o dia 11 de junho, com vendas diretas de última hora ainda ocorrendo de forma intermitente no site da entidade.

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