O presidente da Fifa, Gianni Infantino, respondeu de forma enfática às críticas que acompanharam a realização da Copa do Mundo na América do Norte, disputada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México. Em carta publicada em suas redes sociais, o dirigente defendeu o legado da competição, rebateu analistas e opositores e sustentou que o esporte deve permanecer desconectado de debates partidários. “Futebol não é política, é união”, sintetizou o mandatário ao analisar o impacto social do torneio.
No pronunciamento, Infantino acusou os críticos da entidade de ignorar a festa dos torcedores nas arquibancadas e de disseminar informações inverídicas durante a cobertura do evento. O dirigente afirmou que, enquanto parte da imprensa e dos opositores se concentrou em controvérsias fora de campo, a entidade trabalhou na linha de frente para entregar o que classificou como o maior espetáculo do mundo. Para ilustrar a capacidade de integração do futebol, o presidente destacou a presença de seleções de países em conflito diplomático, citando que a delegação do Irã obteve vistos e ingressou nos Estados Unidos sem registrar incidentes.
A manifestação ocorre em meio às polêmicas relativas às restrições de entrada no território americano, que impactaram torcedores, integrantes de delegações e profissionais credenciados. Entre os episódios mais citados esteve o do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que teve seu ingresso vetado pelas autoridades locais mesmo portando visto válido.
Outro ponto sensível abordado de forma indireta pelo dirigente envolveu as decisões disciplinares da arbitragem que geraram contestação. O caso de maior repercussão envolveu o atacante norte-americano Folarin Balogun, que teve um cartão vermelho anulado e a suspensão automática retirada pela organização antes do compromisso seguinte de sua seleção, levantando suspeitas de favorecimento à equipe da casa. Infantino minimizou os questionamentos, argumentando que decisões polêmicas ocorrem rotineiramente nas principais ligas globais e fazem parte do jogo.
Ao fazer o balanço final da competição, o presidente da Fifa assegurou que o evento transcorreu com segurança e exaltou o clima de festividade proporcionado pela integração entre torcedores de diversas nacionalidades nos três países-sede.

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