Classificado para a Copa do Mundo de 2026, o Irã enfrenta um cenário de incerteza fora dos gramados às vésperas do início do torneio. O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, revelou que terá uma reunião considerada decisiva com a Fifa para discutir a grave dificuldade na emissão de vistos para os integrantes da delegação que disputará o Mundial, sediado conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México. A preocupação das autoridades de Teerã aumenta porque todas as partidas da seleção iraniana na fase de grupos estão agendadas para acontecer em território norte-americano.
Integrante do Grupo G da competição, o Irã está鍵sorteado para enfrentar as seleções da Bélgica, da Nova Zelândia e do Egito. Os confrontos ocorrerão justamente em um período de elevada tensão política e diplomática entre os governos do Irã e dos Estados Unidos. De acordo com Taj, nenhum membro da comissão técnica, jogadores ou dirigentes recebeu autorização oficial de entrada no país da América do Norte até o momento. O dirigente explicou que o encontro de domingo com a entidade máxima do futebol será fundamental para obter garantias, uma vez que o impasse burocrático continua sem solução e nenhuma informação útil foi repassada à federação.
O mal-estar entre as partes já havia se manifestado meses antes do atual impasse. Em abril, durante o congresso anual da Fifa realizado no Canadá, Mehdi Taj foi barrado e não pôde entrar no país, o que deixou o Irã sem representação oficial no evento internacional. O episódio anterior acentuou o receio da federação quanto a novos obstáculos logísticos durante a Copa do Mundo.
Enquanto aguarda uma definição diplomática, a seleção tenta manter a rotina de preparação técnica. A delegação escolheu a Turquia como base de treinamentos pré-mundial, fixando concentração na região de Belek, em Antália, onde realiza amistosos. A escolha geográfica foi influenciada pelo veto de acesso aos EUA. Em paralelo, o país promoveu um evento de massa em Teerã para apresentar o uniforme oficial do torneio. A festa na Praça da Revolução reuniu milhares de torcedores com shows e homenagens, registrando forte mobilização popular transmitida pela emissora Al Jazeera.

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