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Quarta-feira, 15 de Abril 2026
Povos indígenas reconhecem avanços em Brasília, mas cobram celeridade em demarcações

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Povos indígenas reconhecem avanços em Brasília, mas cobram celeridade em demarcações

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Representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) entregaram, nesta quinta-feira (9), uma carta de reivindicações à Secretaria-Geral da Presidência e ao Ministério de Minas e Energia, em Brasília. O documento, elaborado durante o Acampamento Terra Livre, reconhece mudanças significativas na atual gestão federal, como a criação do Ministério dos Povos Indígenas e a ocupação de cargos estratégicos por lideranças tradicionais, mas alerta que o ritmo das ações governamentais ainda é insuficiente diante da urgência histórica. Intitulado "Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida", o manifesto destaca que a reconstrução democrática teve apoio direto do movimento, que agora cobra a quitação da dívida do Estado com as comunidades.

A principal reclamação do grupo concentra-se na demora na homologação de territórios e na falta de proteção concreta contra invasões. Segundo a Apib, embora o discurso oficial tenha mudado, o cenário nas aldeias ainda é marcado pelo aumento da violência, criminalização de lideranças e degradação ambiental. Os indígenas argumentam que a proteção da vida e da terra precisa ganhar consistência para além da institucionalidade, tornando-se uma política de Estado perene. A carta aponta que a autonomia e a segurança dos povos são fundamentais para que o país exerça sua soberania de forma plena e ética.

O documento detalha prioridades em seis eixos fundamentais, exigindo medidas emergenciais para a segurança territorial, governança orçamentária e participação direta em decisões sobre transição ecológica. Os representantes enfatizam que o combate à espoliação de recursos e a reparação histórica não podem ser adiados em nome de acordos políticos. Para o movimento, a garantia dos direitos originários é o único caminho para assegurar o "bem viver" e a preservação do clima, consolidando um futuro onde a memória dos povos tradicionais seja respeitada e as terras, devidamente protegidas pela força da lei.

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