O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, participou nesta sexta-feira (9) da reunião do Conselho da FIFA. O encontro, realizado de forma remota, aprovou uma série de pautas importantes para o futuro do futebol, entre elas a expansão da Copa do Mundo Feminina para 48 seleções a partir de 2031 e o endurecimento no combate ao racismo e à discriminação no esporte.
A decisão ampliará significativamente a representação, oferecendo a mais nações e jogadoras acesso a competições de elite e acelerando o investimento no futebol feminino em todo o mundo.
A Copa do Mundo Feminina da FIFA, com 48 seleções, adotará um formato de 12 grupos, aumentando o número total de partidas de 64 para 104 e estendendo o torneio em uma semana. Os requisitos de sede para as edições de 2031 e 2035 da Copa do Mundo Feminina da FIFA foram adaptados em conformidade.
FIFA ENDURECE NO COMBATE AO RACISMO
Os conselheiros da Fifa aprovaram nesta sexta-feira alterações também no Código Disciplinar da entidade mundial, que endurecem as punições para casos de racismo e discriminação.
No futebol, a CBF se consolidou como liderança na luta contra a discriminação no esporte ao se tornar a primeira federação nacional a implementar penas esportivas específicas para casos de racismo e outras formas de intolerância. No debate na Fifa, a CBF apresentou propostas para tornar as punições para casos de racismo ainda mais rigorosas.
“O fortalecimento das medidas contra o racismo no futebol é um avanço crucial, e a decisão da FIFA reflete o compromisso global com essa causa. A criação de disposições mais rigorosas, a responsabilização de clubes e associações e o direito de intervenção em casos de omissão demonstram que a luta contra o racismo não é apenas uma prioridade, mas uma responsabilidade coletiva", afirmou o presidente Ednaldo Rodrigues.
Entre as principais alterações estão:
- Direito da FIFA de recorrer e intervir em casos que envolvam abuso racista: A FIFA reserva-se o direito de interpor recurso ao Tribunal Arbitral do Esporte contra decisões em casos de abuso racista, bem como de intervir em casos em que não haja ação suficiente por parte da AM relevante
- .Códigos Disciplinares das Associações-Membro da FIFA: As AMs serão obrigadas a adaptar suas disposições disciplinares para alinhá-las aos princípios gerais da FDC.
- Novas disposições para combater o abuso racista: O procedimento antidiscriminação de três etapas foi incluído no artigo 15, que foi expandido para abordar especificamente a questão do racismo, e todas as confederações e AMs serão obrigadas a aplicá-lo.
- Aumento de multas por abuso racista: A multa máxima a ser imposta em casos de abuso racista aumentou significativamente, com o limite agora definido em 5 milhões de francos suíços, cerca de R$ 33 milhões.
- Responsabilidade em casos de abuso racista: jogadores e árbitros podem ajudar a identificar indivíduos que cometem abuso racista para facilitar as ações necessárias, incluindo a remoção dos perpetradores do estádio.

Comentários: