A Prefeitura de São Caetano do Sul deu início, neste mês, a um serviço inédito de atendimento multidisciplinar direcionado a pacientes que sofrem com dores crônicas. A equipe responsável pela aplicação das terapias integra médicos fisiatras, psicólogos e outros profissionais da área da saúde, atuando de forma conjunta para ampliar a resolutividade dos casos e possibilitar intervenções médicas e terapêuticas mais completas na rede municipal de Saúde.
O novo ambulatório especializado foi instalado no recém-inaugurado Complexo Unificado de Inclusão, Desenvolvimento, Apoio e Reabilitação (Cuidar) Jorge Martins Salgado, localizado no Bairro Santa Maria. A iniciativa tem registrado ampla aprovação por parte dos usuários atendidos. É o caso de Edna Alcântara de Brito, de 51 anos, que convive há mais de duas décadas com o diagnóstico de fibromialgia; ela relatou que, mesmo com experiência anterior no sistema privado de saúde, nunca havia recebido uma abordagem integrada dessa natureza, classificando o grupo terapêutico como um elemento tão essencial para o seu bem-estar quanto o tratamento medicamentoso tradicional.
A triagem e o direcionamento dos pacientes para os grupos terapêuticos são realizados pelos profissionais de Fisiatria, que atuam no alívio dos sintomas físicos para restabelecer a funcionalidade e a qualidade de vida dos indivíduos. Segundo a fisiatra Carolina Deléo Amato, o foco é devolver a autonomia aos usuários. Na vertente emocional, a psicóloga Fernanda Vinagre explica que o suporte psicológico é fundamental, visto que muitos pacientes desenvolvem quadros de ansiedade e depressão decorrentes do sofrimento físico contínuo. Nos encontros, os participantes são estimulados a construir novos relacionamentos e a adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e atividades físicas.
Os benefícios da troca de experiências foram destacados também pela paciente Miriam Moreira Gaspar, de 74 anos, que ressaltou a importância de ter um espaço acolhedor e livre de julgamentos para compartilhar sua rotina. Para ela, a terapia em grupo supera a relevância dos remédios ao permitir o acolhimento mútuo entre pessoas que enfrentam o mesmo problema, evitando o desgaste dos laços familiares no ambiente doméstico.

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