A União Europeia (UE) avança com propostas para pressionar Israel a reverter a crise humanitária na Faixa de Gaza. A Comissão Europeia propôs a suspensão das preferências comerciais do país, o que resultaria na aplicação de tarifas sobre suas importações, além de impor sanções a ministros israelenses considerados extremistas e a membros do Hamas.
A medida diplomática, que exige aprovação dos Estados-membros, parte da premissa de que Israel teria violado o acordo de associação com a UE ao intensificar as operações militares e bloquear a entrada de ajuda humanitária em Gaza. As sanções individuais propostas pela comissão teriam como alvos os ministros das Finanças, Bezalel Smotrich, e da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, bem como colonos violentos e dez membros do Hamas.
Para que as tarifas sejam implementadas, é necessária uma maioria qualificada entre os países do bloco. Já as sanções exigem uma decisão unânime. Segundo a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, o objetivo da iniciativa não é punir Israel, mas sim aliviar a crise humanitária na região, destacando que a UE é o maior parceiro comercial do país.
O acordo de associação entre Israel e a UE, em vigor desde 2000, estaria em risco devido a ações militares e ao avanço de planos de colonização na Cisjordânia. Enquanto isso, o conflito na Faixa de Gaza se aproxima de dois anos, com um balanço de mais de 64 mil mortos e 160 mil feridos, segundo dados do governo local.

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