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Segunda-feira, 25 de Maio 2026
Futebol, o passatempo mais caro, apaixonante e complexo do universo

Esportes

Futebol, o passatempo mais caro, apaixonante e complexo do universo

Por Luciano Luiz

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O ano chega ao término de seu primeiro mês e a impressão já é de cansaço em muitas equipes do futebol brasileiro. Algumas ainda buscam efetivamente se apresentar para a atual temporada e outras já demostram sinais de fraqueza e acima de tudo fragilidade de um elenco montado e enquadrado nas condições financeiras que evidentemente estão longes das ideais.
Trata-se de um ano diferente, uma temporada que tem Copa do Mundo e por conta disso o tão questionado e mal falado calendário do futebol se depara com mudanças de alto impacto, porém necessárias para que fisicamente seja possível suportar tantas competições respeitando dignamente as condições físicas e mentais dos atletas.
Quem brada mais são aqueles que vivem realidades de cobrança proporcional a sua representatividade histórica, mas com uma condição financeira absolutamente distante da entendida como ideal para gerir um grande clube. Por mais que o futebol aceite “calotes” momentâneos, o cenário tem se tornado cada vez mais profissional e o amadorismo passional sangra cada dia mais e escancara por milhares de telas suas consequências vergonhosas.
Também entendo que as vezes ocorra uma supervalorização desequilibrada com ativos do futebol, mas combater este erro com incompetência administrativa já provou que não é a melhor solução, pois somente gera prejuízos morais e históricos para clubes de todo o país.
O esporte hoje envolve um plano estratégico que transcende a formação tática de um treinador. Os clubes necessitam urgentemente de entender que possuem não só uma responsabilidade estatutária, mas verdadeiras nações em potencial de arrecadação, negócios, investimentos e por consequência serviços que carecem de uma entrega nobre.
Tudo se vende, tudo se compra e neste universo altamente capitalista que se transformou o futebol a régua de equilíbrio entre a razão e o amor pelo time precisa ser absolutamente precisa para medir os resultados e transformar demandas em oportunidades e gastos em investimentos.
Assim como no universo dos negócios o problema está distante do gasto, mas sim na forma a qual foi desempenhado. O tempo de retorno de qualquer passo precisa ser minuciosamente calculado para não abrir lacunas na concepção da gestão em curso.
Mesmo diante deste cenário quase que agonizante que nos deparamos também por conta da fragilidade econômica de nossa moeda, vemos um Brasil quilômetros à frente de países vizinhos no continente, principalmente quando avaliamos o protagonismo esportivo dos nossos clubes. 
Que os dirigentes possam evoluir em suas performances e que entendam que o negócio futebol pode ser sim muito rentável, mas com uma gerência responsável, limpa e participativa. Não dá para implementar processos absolutamente exclusivos em um território de atividade coletiva e acima de tudo onde a racionalidade se faz essencial, mesmo que a substancialidade do sistema seja conduzida pela paixão de massas.
Seguimos contando histórias !!!

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