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Terça-feira, 09 de Dezembro 2025
O novo calendário da CBF e seus impactos nos grandes clubes

Esportes

O novo calendário da CBF e seus impactos nos grandes clubes

POR ROBERTO MAIA

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Finalmente a CBF apresentou o novo calendário do futebol brasileiro para 2026, e confesso que as mudanças me deixaram com sentimentos mistos. Como alguém que acompanha de perto o futebol nacional, vejo avanços importantes, mas também identifico pontos que merecem atenção, especialmente para os grandes clubes da Série A.

A principal conquista é a redução de até 15% no número de partidas para os clubes da elite. Em 2024, vimos times como Flamengo, Corinthians e Botafogo disputarem 70 jogos ou mais, um absurdo que colocou o Brasil entre os países com calendários mais sobrecarregados do mundo. A média de 67,4 partidas dos nossos clubes, comparada aos 57,2 dos demais times no mesmo recorte global, era insustentável.

A diminuição dos estaduais de 16 para 11 datas é outra medida acertada. Clubes grandes sempre reclamaram do desgaste prematuro causado por esses campeonatos, especialmente quando ainda estão em pré-temporada. Com o término em 8 de março, haverá mais tempo para preparação física adequada antes das competições principais.

A entrada dos times da Série A apenas na quinta fase da Copa do Brasil também é positiva. Isso oferece um respiro importante no início da temporada, permitindo melhor planejamento e reduzindo o risco de lesões nos primeiros meses do ano.

Porém, nem tudo são flores. A Copa do Brasil, que era uma competição já extensa, ficará ainda mais longa, terminando em dezembro. Para os grandes clubes que disputam Libertadores ou Sul-Americana, isso pode significar calendários apertados em momentos cruciais da temporada.

Outro ponto controverso é a Série A do Brasileirão com início antecipado, em 28 de janeiro. Embora distribua melhor as datas ao longo do ano, isso pressiona a pré-temporada e pode prejudicar clubes que poderiam planejar excursões internacionais ou investir em preparação física diferenciada.

A proibição de clubes com competições continentais disputarem torneios regionais parece positiva à primeira vista, mas pode reduzir receitas importantes para alguns times, especialmente aqueles que usavam Copa do Nordeste ou Copa Verde como fonte de renda e rodagem de elenco.

Vejo com preocupação como essas mudanças podem afetar a competitividade internacional dos nossos clubes. Enquanto times europeus têm pausas estratégicas e calendários mais enxutos, nossos principais times ainda enfrentarão maratonas de jogos. A Copa do Mundo de Clubes ampliada, disputada em junho e julho, adiciona mais pressão aos calendários de quem se classifica.

A racionalização do calendário era urgente. Porém, ainda estamos longe do ideal. Para os grandes clubes da Série A, haverá alívio, sim, mas acompanhado de novos desafios logísticos e estratégicos. O sucesso dessas mudanças dependerá de como os clubes se adaptarão e de futuros ajustes que a CBF certamente precisará fazer nos próximos anos.

ROBERTO MAIA É JORNALISTA, ESCRITOR, CRONISTA ESPORTIVO E EDITOR DO PORTAL TRAVELPEDIA.COM.BR

 

FONTE/CRÉDITOS: O presidente da CBF, Samir Xaud, afirmou que o novo calendário é um primeiro passo necessário. (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
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