Um bombardeio massivo realizado pela Rússia durante a madrugada deste sábado atingiu a região de Kiev, resultando na morte de pelo menos quatro pessoas e deixando outras 15 feridas. Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, o ataque utilizou uma combinação de 430 drones e 68 mísseis, tendo como alvo principal a infraestrutura energética da capital e áreas adjacentes. As defesas aéreas da Ucrânia conseguiram interceptar a totalidade dos mísseis e 402 drones disparados, mas os destroços e os impactos diretos causaram destruição em larga escala em quatro zonas da cidade.
O chefe da administração regional, Mykola Kalashnyk, informou que três dos feridos permanecem em estado crítico, com dois deles passando por cirurgias de emergência. O balanço preliminar aponta danos em pelo menos 30 locais, incluindo edifícios residenciais, escolas, empresas e instalações consideradas críticas para o funcionamento dos serviços essenciais. Além da região de Kiev, Zelenskyy confirmou que operações de resgate e limpeza estão em andamento nas províncias de Sumy, Kharkiv, Dnipro e Mykolaiv, evidenciando a amplitude da ofensiva russa em diferentes frentes do território ucraniano.
Por outro lado, o Ministério da Defesa da Rússia emitiu um comunicado afirmando que as incursões noturnas foram direcionadas exclusivamente a instalações energéticas e industriais que apoiam as forças armadas da Ucrânia, bem como a aeródromos militares. Enquanto o governo ucraniano denuncia o impacto severo sobre áreas civis e serviços básicos, Moscou mantém a narrativa de que os alvos possuíam natureza militar estratégica. A escalada ocorre em um momento de pressão renovada sobre o sistema elétrico da Ucrânia, que tem sido alvo recorrente de ataques visando desestabilizar o país.

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