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Quinta-feira, 16 de Julho 2026
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Brasil tem 195 cidades bilionárias, mas eficiência nos gastos públicos ainda é exceção
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Brasil tem 195 cidades bilionárias, mas eficiência nos gastos públicos ainda é exceção

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O Brasil encerra o primeiro mês de 2026 com um paradoxo fiscal, embora o país conte com 195 municípios com arrecadação anual superior a R$ 1 bilhão, o volume de recursos não garante eficiência nos serviços públicos. Dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi) revelam que, juntas, essas cidades somaram mais de R$ 678 bilhões em 2024, mas muitas ainda falham em áreas básicas como saúde, educação e saneamento. Especialistas apontam que a disparidade entre o caixa cheio e a entrega à população evidencia problemas crônicos de gestão e falta de vontade política, já que o orçamento, por si só, não é o único determinante da qualidade administrativa.

Exemplos colhidos pelo Centro de Liderança Pública (CLP) mostram que cidades com orçamentos menores frequentemente superam as "bilionárias". Franco da Rocha (SP), por exemplo, lidera o ranking de acesso à saúde sem figurar entre as mais ricas, enquanto Bauru (SP), com receita bilionária, aparece entre os piores desempenhos em saneamento básico no levantamento do Instituto Trata Brasil. O cenário se repete na segurança pública: seis das dez cidades com maiores taxas de mortes violentas possuem orçamentos bilionários, como Juazeiro (BA) e Caucaia (CE). No setor educacional, a exceção positiva fica com São Caetano do Sul (SP), que consegue aliar o alto potencial econômico à terceira posição nacional em acesso ao ensino.

Para o especialista Cesar Lima, a mentalidade de tratar pisos constitucionais de investimento como "tetos" limita o avanço social. No entanto, há lampejos de eficiência em polos como Osasco (SP), que ocupa o topo do ranking de aproveitamento de gastos públicos, seguida pela capital paulista e por Volta Redonda (RJ). O levantamento reforça que o estado de São Paulo concentra a maior fatia da riqueza municipal, com R$ 250,8 bilhões, mas o desafio nacional permanece o mesmo: transformar a robustez arrecadatória em bem-estar social efetivo, rompendo o ciclo de ineficiência que penaliza o contribuinte.

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