A tradicional Camisa Verde e Branco encerrou a primeira noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo sob a luz do dia, apresentando o enredo “Abre Caminhos”. A proposta da agremiação da Barra Funda foi desmistificar a figura do orixá Exu, explorando sua manifestação nas cores, vestes, culinária e costumes das religiões de matriz africana e afro-brasileira. Com alegorias visualmente mais simples em comparação às demais concorrentes da noite, a escola apostou na força de sua mensagem social e religiosa, destacando alas que celebravam a inclusão e o protagonismo feminino. Um dos pontos altos da passagem foi a integração de bandeiras LGBTQIA+ e do orgulho trans às vestimentas tradicionais, reforçando o conceito de que o axé e o amor da divindade são universais, além da ala dedicada às mulheres com o emblemático brado “arreda homem, que lá vem a mulher”.
Apesar do forte apelo emocional e da recepção calorosa da comunidade, a escola enfrentou sérios problemas técnicos em sua evolução. No terço final da apresentação, os componentes precisaram acelerar drasticamente o passo para tentar compensar a lentidão inicial, mas o esforço não foi suficiente para evitar o descumprimento das regras da Liga-SP. A Camisa Verde e Branco fechou seu desfile com o tempo total de 1 hora, 6 minutos e 19 segundos, superando em 20 segundos o limite máximo estabelecido de 1 hora e 5 minutos.
O atraso terá consequências diretas na apuração, resultando em uma penalidade administrativa que retira pontos preciosos da escola na tabela geral. Nas redes sociais e nos bastidores do Anhembi, o erro de cronometragem foi lamentado, uma vez que o estouro do tempo compromete a nota de Evolução e pode empurrar a agremiação para as últimas colocações. A expectativa agora recai sobre o rigor dos jurados nos demais quesitos, enquanto a diretoria da escola avalia as causas do gargalo que impediu a conclusão do desfile dentro do prazo regulamentar.

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