A passarela do samba paulistano viveu, na noite deste sábado (21), o apogeu de sua celebração cultural. O Desfile das Campeãs de 2026 transformou o Sambódromo do Anhembi em um caleidoscópio de cores e ritmos, reunindo as agremiações que alcançaram a excelência técnica e artística nesta temporada. Sob as luzes de uma estrutura renovada, a Mocidade Alegre celebrou seu 13º título com o enredo "Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra", emocionando o público ao lado dos Gaviões da Fiel, Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé, Barroca Zona Sul, Acadêmicos do Tucuruvi, Morro da Casa Verde, Perola Negra e X9 Paulistana.
O evento não foi apenas uma festa de troféus, mas a vitrine de um salto infraestrutural sem precedentes. O Distrito Anhembi, após receber investimentos superiores a R$ 57 milhões em revitalização, ofereceu uma experiência de nível internacional. A modernização dos setores, a ampliação das áreas VIP e a implementação de tecnologia digital de ponta em toda a passarela garantiram conforto e segurança para as milhares de pessoas presentes no complexo.
Este sucesso retumbante é reflexo direto do trabalho estratégico da Liga-SP. A entidade consolidou um modelo de gestão que prioriza a transparência e o profissionalismo, desde o rigoroso processo de seleção dos jurados até a viabilização de parcerias comerciais que injetaram bilhões na economia paulistana. Ao organizar desfiles que equilibram a tradição das comunidades com as exigências de um espetáculo global, a Liga das Escolas de Samba elevou o Carnaval de São Paulo a um novo patamar de competitividade e prestígio.
O encerramento da folia no Anhembi reafirma que o samba em São Paulo é uma indústria potente e um patrimônio vivo. Entre o brilho das fantasias e o som ensurdecedor das baterias, ficou a certeza de que a organização e a estrutura foram, ao lado das escolas, as grandes protagonistas desta jornada inesquecível.

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