A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) completou, nesta segunda-feira (25), o primeiro ano sob o comando de sua nova gestão. O período foi marcado por uma reestruturação ampla na chamada Casa do Futebol Brasileiro, com foco na promoção de união e diálogo institucional. Desde a posse do presidente Samir Xaud, em maio de 2025, a entidade passou a atuar de forma simultânea em diversas frentes estratégicas, promovendo reformas em áreas históricas como a sustentabilidade financeira, o calendário de jogos, a arbitragem, a governança e as categorias de base, além de alcançar resultados esportivos expressivos dentro de campo.
Logo no segundo dia de mandato, a administração anunciou a contratação do técnico italiano Carlo Ancelotti para o comando da Seleção Brasileira masculina principal. Paralelamente, o corpo diretivo implementou um modelo de decisões colegiadas, integrando vice-presidentes, diretores, federações estaduais e clubes. Entre as principais reformas financeiras, destaca-se a criação do Grupo de Trabalho do Fair Play Financeiro, que resultou na formulação do primeiro regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF) do futebol nacional e na fundação da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), um órgão independente voltado à fiscalização e à responsabilidade fiscal das agremiações.
No âmbito esportivo, a Seleção Brasileira Feminina conquistou o seu nono título da Copa América Feminina, consolidando a hegemonia continental e servindo de preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil. Houve também conquistas nas categorias de base, futsal, beach soccer e eSports, setor que recebeu o Programa de Alto Rendimento da eSeleção e viu o retorno do torneio eBrasileirão. Na organização de competições, a CBF investiu R$ 1,3 bilhão e reformulou o calendário nacional, gerando 82 novas vagas em torneios federais por meio da expansão da Série D, do aumento de participantes na Copa do Brasil e da criação de novas copas regionais.
A arbitragem recebeu investimentos em tecnologia e profissionalização com a criação do Programa de Arbitragem Profissional, que contratou 72 profissionais entre árbitros, assistentes e operadores de vídeo. A entidade também iniciou a implantação da tecnologia de impedimento semiautomático (SAOT) nos estádios da Série A do Campeonato Brasileiro e lançou o projeto Arbitragem Sem Fronteiras para identificar novos talentos locais. Na formação de atletas, o novo Grupo de Trabalho das Categorias de Base passou a debater a certificação de clubes formadores e diretrizes de desenvolvimento técnico. Por fim, a CBF atuou como mediadora institucional nas discussões sobre a criação da futura liga de clubes do futebol brasileiro e celebrou o encerramento do primeiro ciclo de gestão com o evento oficial de convocação para a Copa do Mundo, comandado por Ancelotti no dia 18 de maio.

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