A Império de Casa Verde abriu os desfiles do Grupo Especial de São Paulo com o enredo "Império dos Balangandãs: Joias Negras Afro-Brasileiras". A apresentação, focada na figura histórica de Dona Fulô, celebrou a resistência e a autonomia das mulheres negras que conquistaram a própria alforria no Brasil colonial.
O enredo homenageou as "ganhadeiras", mulheres que utilizavam o comércio de rua e suas joias (balangandãs) como símbolos de status e instrumentos de libertação. A agremiação encerrou sua passagem pelo Sambódromo do Anhembi dentro do cronograma oficial, sem penalidades previstas no relógio.
Durante a evolução, uma integrante da Ala das Baianas sentiu-se mal e precisou de atendimento médico imediato. O socorro contou com o apoio de bombeiros e de espectadores que estavam próximos à grade; a situação foi controlada sem interromper o fluxo da escola. O diretor de Carnaval, Rogério Figueira (Tiguês), destacou a busca por uma conexão mais direta com o público através de uma temática popular e ancestral.
"Decidimos trazer as primeiras empreendedoras — mulheres que compravam a própria alforria e a do povo preto na época. Foi uma escolha feliz tanto na temática quanto no samba", afirmou o diretor.

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