O governo do Irã confirmou oficialmente que sua seleção de futebol não participará da Copa do Mundo da FIFA 2026 "sob nenhuma circunstância". O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pelo ministro do Esporte, Ahmad Donyamali, em entrevista à televisão estatal iraniana, conforme reproduzido pela agência Reuters. A decisão drástica ocorre em meio a um cenário de instabilidade extrema na região e ao rompimento diplomático com as nações ocidentais.
A justificativa central do governo iraniano baseia-se no assassinato do líder supremo Ali Khamenei, ocorrido em 28 de fevereiro, em um ataque atribuído a forças dos Estados Unidos e de Israel. O episódio desencadeou um conflito militar direto e elevou a tensão geopolítica a níveis críticos. Donyamali classificou o governo americano como um "regime corrupto" e afirmou que a segurança dos atletas e da delegação estaria comprometida, alegando que não existem condições fundamentais para a participação no torneio.
A desistência cria um impasse logístico e esportivo para a FIFA. No sorteio realizado em dezembro, o Irã havia sido alocado no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Coincidentemente, os três confrontos da seleção iraniana na fase de grupos estavam programados para ocorrer em solo americano, nas cidades de Los Angeles e Seattle. Embora o presidente da FIFA, Gianni Infantino, tenha declarado que discutiu o tema com o presidente Donald Trump e que este teria manifestado apoio à presença iraniana, os dirigentes de Teerã mantiveram a posição de boicote. A ausência da equipe, em um momento de fragilidade política e militar, marca um dos capítulos mais tensos da história recente do esporte mundial, evidenciando como o tabuleiro geopolítico pode paralisar as competições internacionais.

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