A seleção da Itália entra em campo nesta terça-feira, às 15h45 (horário de Brasília), para enfrentar a Bósnia em um confronto que vale a permanência no sonho de disputar o Mundial de 2026. O palco da decisão é o acanhado estádio Bilino Polje, em Zenica, que receberá um público limitado a apenas nove mil torcedores. A capacidade reduzida é fruto de uma punição imposta pela Fifa à federação bósnia, após episódios de xenofobia e discriminação registrados em partida anterior contra a Romênia. O vencedor do duelo garantirá um lugar no Grupo B da Copa, juntando-se a Canadá, Catar e Suíça.
Para a Itália, o jogo carrega um peso histórico dramático, já que a Azzurra tenta retornar à elite do futebol mundial após o vexame de ficar fora das duas últimas edições do torneio. O clima em Zenica promete ser de extrema pressão; segundo a imprensa italiana, moradores de prédios vizinhos ao estádio estão alugando janelas e varandas para quem deseja acompanhar o jogo fora das arquibancadas. O ambiente tornou-se ainda mais tenso após a repercussão de vídeos que mostram jogadores italianos, como Dimarco e o goleiro Vicario, supostamente comemorando a classificação bósnia sobre o País de Gales na fase anterior. O lateral Dimarco negou qualquer desrespeito, atribuindo a cena a uma reação instintiva e à amizade com o bósnio Edin Dzeko.
O técnico Gennaro Gattuso tentou minimizar as distrações externas, afirmando que a equipe deve focar exclusivamente no desempenho técnico durante os 90 minutos. Do outro lado, a Bósnia busca sua segunda participação em Copas como nação independente, tendo disputado apenas o Mundial de 2014, no Brasil. Em paralelo, a rodada da repescagem europeia também conta com o protagonismo de Kosovo, que tenta uma classificação inédita em meio a complexas disputas geopolíticas de reconhecimento territorial envolvendo a Sérvia.

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