O México estreou com vitória na Copa do Mundo de 2026 ao derrotar a África do Sul por 2 a 0 diante de 80.824 torcedores no histórico Estádio Azteca, na Cidade do México. A partida de abertura do Mundial foi marcada por um roteiro dramático na disciplina, terminando com três jogadores expulsos. O confronto estabeleceu um recorde histórico para aberturas de Copas do Mundo, superando de imediato toda a edição anterior no Catar, em 2022, quando apenas quatro cartões vermelhos foram aplicados em todo o torneio.
A seleção anfitriã dominou o início do jogo e encantou a torcida ao balançar as redes logo aos nove minutos do primeiro tempo. O lance do primeiro gol do Mundial começou quando o meio-campista Erik Lira desarmou o sul-africano Yaya Sithole na intermediária. A bola sobrou limpa para o atacante Julián Quiñones, que avançou e finalizou com força entre as pernas do goleiro Ronwen Williams. O próprio Quiñones esteve perto de ampliar a vantagem mexicana pouco antes do intervalo, mas seu chute de primeira explodiu na trave.
A etapa complementar transformou-se em um teste de nervos sob o comando do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio, que precisou controlar os ânimos exaltados dos atletas com uma sequência rigorosa de cartões vermelhos. A África do Sul foi a mais prejudicada pelas punições e terminou o confronto com apenas nove jogadores em campo. Yaya Sithole recebeu a primeira exclusão por impedir uma oportunidade clara de gol de forma violenta, e logo depois Themba Zwane também foi mandado para o vestiário após cometer uma agressão física em uma disputa de bola.
O México também não terminou o duelo com sua formação completa e ficou com dez atletas nos minutos finais da partida. O defensor César Montes cometeu uma falta dura para interromper um contrataque sul-africano e acabou expulso pelo árbitro brasileiro. Apesar das baixas e do cenário tenso na reta final, a seleção mexicana conseguiu administrar a vantagem no placar para somar seus primeiros três pontos no Grupo A, assegurando a liderança da chave ao lado da Coreia do Sul.

Comentários: