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Quinta-feira, 15 de Janeiro 2026
Ministério da Saúde encerra sala de situação de metanol após 22 mortes e alegada

Brasil

Ministério da Saúde encerra sala de situação de metanol após 22 mortes e alegada "estabilidade epidemiológico

Saúde

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O Ministério da Saúde (MS) anunciou nesta segunda-feira (8) o encerramento da sala de situação que monitorava o surto nacional de intoxicação por metanol. A decisão, formalizada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), baseia-se na avaliação da pasta de que há um "cenário de estabilidade epidemiológica consolidado" no país.

A motivação para a desativação da estrutura, criada em 1º de outubro de 2025, é a "redução expressiva de novos casos e óbitos". Segundo a nota do MS, o último caso confirmado da intoxicação foi notificado em 26 de novembro.

Com o fim do monitoramento emergencial, a assistência e o acompanhamento dos casos de intoxicações exógenas retornarão ao fluxo rotineiro da vigilância sanitária, utilizando o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

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Balanço do Surto

O balanço oficial do período de monitoramento ampliado, que compreendeu 26 de setembro a 5 de dezembro de 2025, registrou 890 notificações relacionadas à intoxicação por metanol. Desse total, 73 casos foram confirmados e 788 foram descartados.

O surto resultou em 22 óbitos confirmados em todo o território nacional. São Paulo foi o estado com maior número de vítimas fatais (10) e de casos confirmados (50). Outros estados afetados incluem Pernambuco (cinco óbitos), Paraná (três óbitos) e Mato Grosso (três óbitos).

O Ministério da Saúde destacou que, durante a crise, garantiu estoque de antídotos em todos os estados, com a distribuição de 1.500 ampolas de fomepizol e 4.806 unidades de etanol, priorizando regiões com maior incidência de circulação de bebidas adulteradas.

A sala de situação reuniu representantes de diversas instituições, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e órgãos de controle e investigação, como os Ministérios da Agricultura e Pecuária e da Justiça e Segurança Pública.

 

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