O Estádio Azteca, icônico palco da abertura da Copa do Mundo de 2026, enfrenta um cenário crítico de atrasos que já desperta séria preocupação na FIFA. A menos de quatro meses do início do torneio, as obras de modernização na "Catedral do Futebol" na Cidade do México ainda não foram concluídas, levantando dúvidas sobre a plena operacionalidade do recinto para o evento inaugural entre México e África do Sul. O proprietário do estádio e presidente da Televisa, Emilio Azcárraga, admitiu publicamente que o projeto original de reforma foi fragmentado e que nem todas as melhorias previstas estarão prontas a tempo da competição.
O planejamento foi dividido em três etapas distintas, mas apenas as duas primeiras devem ser entregues antes do Mundial. A fase final, que engloba intervenções estruturais importantes como a construção de um novo estacionamento e melhorias definitivas na iluminação, foi oficialmente postergada para depois do torneio. Embora Azcárraga assegure que o estádio estará operacional para as cinco partidas programadas, incluindo confrontos das oitavas de final, o ritmo lento dos trabalhos gera ceticismo. Relatórios enviados ao Grupo Ollamani, que administra o estádio, e à Bolsa de Valores do México confirmam a gravidade da situação.
A FIFA estabeleceu o dia 4 de maio como o prazo limite para assumir o controle total da instalação e realizar os preparativos finais. Caso as exigências mínimas de segurança e infraestrutura não sejam atendidas até esta data, a entidade máxima do futebol possui autoridade para transferir partidas ou até excluir o Azteca como sede. Um teste crucial ocorre em 28 de março, na reabertura prevista para o amistoso entre México e Portugal, que servirá de termômetro para avaliar as condições reais do estádio que consagrou Pelé em 1970 e Maradona em 1986.

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