Após ciclos de frustrações e eliminações precoces nas edições de 2014, 2018 e 2022, a Espanha vive um momento de plena ascensão. Apostando em uma profunda renovação geracional, a "Fúria" chega ao Mundial de 2026 consolidada como uma das principais potências do futebol mundial. A virada de chave ocorreu sob o comando de Luis de la Fuente, técnico oriundo das categorias de base, que transformou a desconfiança inicial em solidez tática, coroada pelo título da Eurocopa após uma campanha impecável e vitoriosa sobre a Inglaterra.
A equipe baseia seu sucesso na integração entre a experiência de nomes como Rodri, Laporte e Carvajal com uma nova safra talentosa. O rosto dessa era é Lamine Yamal. Aos 18 anos, o atacante do Barcelona superou o status de revelação para se tornar o protagonista da seleção, sendo peça fundamental na parceria com Nico Williams. O sucesso de De la Fuente também se explica pelo conhecimento prévio do elenco: ele treinou grande parte do grupo nas seleções de base (Sub-19 e Sub-21), facilitando a implementação de um estilo de jogo dinâmico e coeso, que demonstrou maturidade em jogos decisivos de torneios continentais.
Historicamente, a Espanha busca recuperar o brilho de 2010, ano de sua única conquista mundial na África do Sul. Apesar do histórico recente de quedas surpreendentes no mata-mata em Copas anteriores, o rendimento atual mostra que esta geração sabe lidar com a pressão. Mesmo após o vice-campeonato na última Liga das Nações e pequenas oscilações em amistosos, o favoritismo espanhol é inquestionável. Com uma estrutura sólida, estilo definido e talentos individuais em ascensão, a Espanha desembarca em 2026 pronta para quebrar o jejum e disputar o troféu até o último minuto.

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