O atacante Rodrygo, do Real Madrid, manifestou grande satisfação e confiança ao se reapresentar à Seleção Brasileira, marcando seu retorno após um período de ausência que o próprio jogador descreveu como uma "eternidade". O atleta chega para os amistosos contra Coreia do Sul (sexta-feira) e Japão (dia 14) esbanjando otimismo e com o claro objetivo de consolidar sua posição sob o novo comando técnico de Carlo Ancelotti, de olho na Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.
Em declaração concedida nesta terça-feira, o ponta de 24 anos, que contabiliza 33 jogos e sete golos pela Canarinho, reconheceu a dificuldade do período em que esteve fora da equipa nacional, desde os jogos das Eliminatórias Sul-Americanas em março.
"Foi um longo tempo, parecia uma eternidade estar longe da Seleção. Foi difícil, passei por muitas coisas. Bom para refletir, esfriar a cabeça, botar a cabeça no lugar", afirmou Rodrygo, complementando o seu foco na competição interna: "Me sinto bem e pronto para entregar o meu melhor, a minha melhor versão."
Rodrygo reconhece a "concorrência gigante" por uma vaga no setor ofensivo e, apesar da familiaridade com Ancelotti no Real Madrid, descartou qualquer favoritismo.
"Não estou com um pezinho lá [no Mundial]. Ninguém tem lugar garantido e eu tenho de mostrar muito ainda, principalmente por confiar no meu potencial. Me cobro para estar cada vez melhor na Seleção", ponderou. "O Ancelotti deixou claro que ninguém tem lugar garantido. É preciso jogar e estar bem no clube para seguir na Seleção e chegar na Copa do Mundo."
O jogador fez questão de enaltecer a influência do treinador italiano na sua carreira, destacando o papel dele na sua evolução técnica e mental.
"É um prazer estar com o Ancelotti, que é quem me ajudou muito, deu um up na minha carreira. Nas mãos dele, eu evoluí de nível", disse, acrescentando que a presença do técnico confere uma credibilidade adicional à equipa: "Quando você está em campo, olha para fora e vê o Ancelotti, tem um peso diferente. Até para os adversários, o pessoal respeita um pouco mais, passa uma credibilidade maior. Eu vou sempre rasgar elogios, é um cara que me fez crescer."
O Brasil, que ainda terá mais dois compromissos contra rivais africanos em novembro, utiliza os duelos contra Coreia do Sul, em Seul, e Japão, em Tóquio, como etapas cruciais na formação do elenco. Rodrygo encara os jogos com seriedade total, vendo-os como prévias do torneio mundial.
"De amistoso, não tem nada. Desde que começaram as Eliminatórias, todos os jogos já são como se estivéssemos na Copa do Mundo... O pensamento é de dar o melhor todos os dias", concluiu.

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