A Tom Maior marcou seu retorno à elite do Carnaval paulistano como a penúltima escola a cruzar o Anhembi, apresentando o enredo “Chico Xavier. Nas entrelinhas da alma, as raízes do céu em Uberaba”. A agremiação buscou um equilíbrio entre a trajetória do líder espiritual e a identidade cultural da cidade mineira onde ele se consolidou. A estética do desfile foi pautada por elementos clássicos do espiritismo, representados por alas com crianças vestidas de anjo e mulheres portando velas, integrando-se a uma narrativa que privilegiou o desenvolvimento histórico e econômico da região do Triângulo Mineiro.
Apesar da temática mística, o enfoque principal da escola recaiu sobre a construção da Uberaba moderna. Um dos carros de maior impacto visual, intitulado “O futuro chegou”, celebrou o processo de industrialização da cidade. Outro ponto central da plástica foi a referência ao gado Zebu, raça que se tornou pilar da economia local e foi destaque em uma das alegorias. No entanto, a Tom Maior enfrentou um contratempo técnico logo no início de sua apresentação: o segundo carro da escola, que trazia justamente as referências ao Zebu, atravessou a avenida com o sistema de iluminação apagado, o que pode gerar perda de pontos no quesito Alegoria.
Mesmo com a falha pontual, a escola demonstrou segurança em sua evolução, cumprindo o cronograma sem sobressaltos rítmicos. O desfile simbolizou uma superação para a agremiação da Sumaré, que passou o último ano no Grupo de Acesso e apostou na popularidade de Chico Xavier para garantir sua permanência na primeira divisão. Nas redes sociais e entre comentaristas de Carnaval, a apresentação foi elogiada pelo acabamento das fantasias e pela clareza na exposição do enredo, embora o problema técnico na iluminação tenha sido apontado como o principal obstáculo para uma nota máxima integral.

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