O volume de precipitações em Santo André atingiu a marca de 154,7 milímetros nos primeiros 13 dias de março, superando a média histórica de 137,24 milímetros prevista para todo o mês. Os dados, registrados pelos pluviômetros do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), colocam o município em estado de alerta máximo. A concentração atípica de chuva em um curto período provoca a saturação precoce do solo, elevando consideravelmente o risco de eventos geológicos, como erosões e deslizamentos de terra, especialmente em áreas de encosta.
Diante do cenário, a Defesa Civil de Santo André intensificou o monitoramento permanente das condições meteorológicas. Segundo o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos, o acompanhamento em tempo real dos índices é fundamental para orientar ações preventivas e preservar vidas. A prefeitura conta com uma rede própria de 26 estações meteorológicas que medem temperatura, umidade e velocidade do vento, além de um sistema de inteligência artificial voltado à predição de alagamentos. Em janeiro deste ano, a ferramenta demonstrou eficácia ao atingir 95% de assertividade em alertas de risco na bacia do Córrego dos Meninos.
A diretora da Defesa Civil, Priscila de Oliveira, orienta a população a manter vigilância sobre sinais de instabilidade no terreno, como rachaduras em paredes, inclinação de postes ou árvores e o escoamento de água barrenta. O órgão reforça que o atendimento para emergências permanece disponível 24 horas pelo número 199. Além disso, informes de segurança e alertas meteorológicos são enviados em tempo real por meio de um canal oficial no WhatsApp, visando democratizar o acesso à informação e agilizar a resposta comunitária em situações críticas durante a segunda quinzena do mês.

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