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Terça-feira, 10 de Março 2026
Confederação Brasileira de Surf abre a disputa dos títulos do Parasurf nesta sexta-feira em Ipojuca

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Confederação Brasileira de Surf abre a disputa dos títulos do Parasurf nesta sexta-feira em Ipojuca

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O JISK apresenta o Campeonato Brasileiro de Parasurf 2025 abre a disputa pelos títulos nacionais da Confederação Brasileira de Surf nesta sexta-feira na Praia do Borete, em Porto de Galinhas. A competição também vale como seletiva para o Mundial de Parasurf da ISA (International Surfing Association) e será transmitida ao vivo no CBSurf.org.br pelo canal CBSurfPLAY no YouTube. Esta é a terceira vez que esse evento especial da CBSurf, que reúne atletas com lindas histórias de superação, acontece e já está virando uma tradição no município do Ipojuca, litoral sul de Pernambuco.

     “É com muito orgulho e emoção, que Ipojuca recebe essa etapa de Parasurf da Confederação Brasileira”, destaca o prefeito do Ipojuca, Carlos Santana. “Apoiar o esporte é uma prioridade para nós, porque sabemos como ele promove, além da saúde, cidadania e alegria. E isso é ainda mais emblemático, quando falamos de um projeto inclusivo como esse. Nosso compromisso vai além das ondas: queremos garantir que o esporte inclusivo floresça no cotidiano, abra portas e inspire pessoas a superarem desafios com dignidade, paixão e esperança”.

     O prefeito do município do Ipojuca, Carlos Santana, também lembra que o Brasil vem colecionando títulos mundiais no Parasurf, com duas medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze no Mundial da ISA em 2024 e ele espera que venham mais conquistas em 2025. O JISK apresenta Campeonato Brasileiro de Parasurf vai decidir os campeões brasileiros da CBSurf e também serve como seletiva para o ISA World Para Surfing Championship 2025, que será realizado entre os dias 2 e 7 de novembro em Oceanside, na Califórnia, Estados Unidos.

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     Quem também é um entusiasta deste Campeonato de Parasurf da Confederação Brasileira de Surf, é o Derivaldo Costa, o Deri da Secretaria Especial de Esportes do Município do Ipojuca: “Ver o mar de Porto de Galinhas cheio de competidores de diversas classes do Parasurf, remando de joelhos, sentados ou adaptados, é testemunhar o poder transformador do esporte. Em Ipojuca, temos a honra de apoiar esse evento que será decisivo para definir os títulos brasileiros de 2025 e os representantes do país no próximo Mundial da ISA”.

     Realmente, cada participante do Campeonato Brasileiro de Parasurf tem uma linda história de vida e principalmente de superação, para seguir feliz praticando um esporte em um ambiente tão mágico como o mar. Em Ipojuca, estão os melhores da modalidade Parasurf do país, campeões mundiais e campeões brasileiros, como a carioca Maria do Sol, que em 2024 venceu seu primeiro título na CBSurf na categoria PS-Prone 1, para quem surfa em decúbito ventral, ou de bruços, deitado de barriga pra baixo na prancha, com a cabeça voltada para o lado.

     “Eu sou carioca, nasci no Rio de Janeiro e aos 45 dias de vida, perdi meus dois pés em um acidente doméstico com fogo”, revelou Maria do Sol. “Eu moro hoje em Florianópolis e iniciei no surf de um modo que eu não esperava, não imaginava. Eu sempre quis surfar, já tinha tido algumas experiências ao longo da vida, mas nunca tinha entendido que poderia levar o surf como um esporte. Eu já tinha feito hipismo, canoagem e o surf surgiu na minha vida em um momento que já tinha criado minhas 5 filhas. Foi quando pensei sobre o que eu queria fazer de verdade e não fiz. E era o surf”.

     Maria do Sol narra como foi o seu início no Parasurf: “Aí eu entrei no projeto Surf Sem Fronteiras em Florianópolis e ali eu retomei meu contato com o surf. Eu já nadava muito bem e o Pino, o Roberto Pino, nosso grande campeão, me viu na internet e falou: Sol, a gente tá precisando de mulheres, eu vi que você tem chance, tem potencial, tem garra, então vamo com a gente. Eu vi aquilo como uma oportunidade de estar mais perto de pessoas que tem histórias similares, de superação, de vivências de deficiência, ao mesmo tempo histórias de vida tão incríveis”.

     Logo, Maria do Sol se consagrou campeã brasileira do PS-Prone 1, vencendo as duas etapas do ano passado em Cabedelo na Paraíba e em Ipojuca, se classificando para o Mundial da ISA, onde viveu mais uma história de superação: “Em 2024 fui campeã brasileira na modalidade Pro, mas quando cheguei no Mundial na Califórnia, a ISA me desclassificou do Prone. Mesmo assim, despreparada, fiquei em sexto lugar do mundo na modalidade Kneel, que é a que surfo hoje, de joelhos. A partir dali continuei minha dedicação pro surf, mudei toda a minha vida, toda a minha história. Eu já trabalhava com autoconhecimento, mentalidade positiva, aí integrei isso ao meu trabalho, a visão com o surf, o entendimento do mar como um espaço de cura, de transformação, de se integrar com a Natureza”.

     Maria do Sol vive outro episódio de superação para seguir competindo: “Depois disso, outras oportunidades apareceram e fui parar no Havaí também, fiquei em quinto do mundo agora em maio de 2025. Aí me lesionei após voltar do Havaí, comecei a ver que eu teria que me readaptar, encontrar caminhos, passei por várias coisas que muitos atletas passam, muita dor, muito tratamento, muito esforço, empenho e muito trabalho mental e emocional. Agora estou aqui, mais uma vez em Ipojuca disputando título brasileiro, seletiva pro Mundial e não sei como está meu nível, mas é o que sempre digo, estou com coragem, com fé pra fazer meu melhor e é incrível estar com essa família do Parasurf de novo. Quero dar parabéns a todos que investem nos esportes paralímpicos ou paradesportos, que estão levando histórias que inspiram o mundo inteiro. Muito obrigado CBSurf por tudo”.

     Maria do Sol foi uma das atletas que passaram pela avaliação médica comandada pelo Doutor Anderson Lessa na quinta-feira. É um procedimento obrigatório na modalidade Parasurf, para que os surfistas sejam alocados na categoria correta entre as 12 classes funcionais do Campeonato de Parasurf da Confederação Brasileira de Surf. A quinta-feira também foi importante por ser um dia livre de treinos, para os atletas se adaptarem aos seus equipamentos e às ondas da Praia do Borete.

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